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Mundo

China e Suíça assinam acordo de livre comércio

Arquivo Geral

06/07/2013 16h46

China e Suíça assinaram hoje um acordo de livre comércio após dois anos de negociações, de acordo com Xinhua. Este é o primeiro pacto que os chineses fazem com um país do continente europeu que também integra o grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20), informou a agência de notícias, sem entrar em detalhes.

O acordo foi firmado pelo ministro de Economia suíço, Johann Schneider-Ammann, e pelo ministro de Comércio da China, Gao Hucheng. As conversações tiveram início em abril de 2011 e um memorando de entendimento foi assinado em maio, quando o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou o país europeu.

Em maio, o assessor do Ministério de Comércio, Yu Jianhua, revelou que a Suíça suspenderia as tarifas que incidem sobre quase todas as importações de mercadorias chinesas e o país asiático faria o mesmo com 84% dos produtos suíços, incluindo itens farmacêuticos, relógios e máquinas.

Para Johann Schneider-Ammann, diretor do Departamento de Economia da Suíça, os negócios gerados pelo acordo com a China devem impulsionar a economia suíça. “Como somos um dos primeiros países ocidentais a fechar acordo de livre comércio com a China, nós achamos que isso pode ajudar muitas companhias suíças a fazer novas incursões no país”, disse ele em Pequim.

A China é o terceiro maior mercado de exportação da Suíça, perdendo apenas para a União Europeia (UE) e os Estados Unidos. Em 2012, os embarques de produtos suíços para China totalizaram US$ 8,26 bilhões, enquanto as importações de mercadorias chinesas atingiram US$ 10,7 bilhões. Maquinários e eletrônicos responderam por 28,3% dos embarques suíços, enquanto relógios e joias contabilizaram 32,2%.

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    China e Suíça assinam acordo de livre comércio

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    25/05/2013 14h32

    A China conclui um acordo de livre comércio com a Suíça, após três anos e meio de negociações. Para o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, o acordo vai promover o comércio global e ajudar a abrir a segunda maior economia do mundo para o exterior. Esse é o primeiro acordo de livre comércio entre a China e um país do G-20 e também o seu primeiro com um país europeu.

    Os dois países assinaram um memorando de entendimento sobre o acordo, durante uma visita de dois dias do premiê à Suíça. No entanto, o acordo ainda precisa ser formalmente assinado e aprovado pelos respectivos governos. A previsão é de que a ratificação aconteça em meados de julho, quando o ministro da Economia da Suíça, Johann Schneider-Ammann, estará em Pequim.

    “O governo chinês está comprometido com o avanço do comércio global e se opõe ao protecionismo em toda a sua forma”, disse Keqiang em uma recepção organizada pelo Banco Nacional Suíço e grupos empresariais locais, em Zurique, ontem. O premiê chinês disse que o acordo comercial iria diminuir e, em alguns casos, eliminar as tarifas existentes para uma gama de número de bens suíços e serviços financeiros.

    O ministro da economia da Suíça disse que o acordo comercial representa um importante “trampolim em nossas relações com a China”. O país é o parceiro comercial mais importante da Suíça na Ásia e um acordo de livre comércio provavelmente vai expandir a presença dos produtos do país na China, que se tornou um destino para uma alta categoria de produtos manufaturados suíços. Especificidades do acordo não foram divulgadas, mas analistas esperam que ele inclua produtos farmacêuticos, artigos de luxo, máquinas e equipamentos de alta precisão. O acordo é esperado para a definição de um cronograma para as tarifas ao longo do tempo e simplificação dos procedimentos aduaneiros.

    Rudolf Minsch, economista-chefe do grupo de lobby empresarial Economiesuisse, disse que o pacto daria às empresas suíças uma vantagem em relação às companhias de outros países no enorme mercado chinês. “Isso dá aos nossos exportadores melhor acesso ao mercado chinês, que por vezes pode ser um pouco difícil”, disse Minsch.

    O fluxo comercial entre a China e Suíça cresceu acentuadamente nos últimos anos, impulsionado pela demanda de artigos de luxo suíços, especialmente relógios. As vendas na China – o terceiro mercado de exportação de relógios suíços depois de Hong Kong e Estados Unidos – são acompanhados de perto pelos executivos das empresas do setor e investidores como um indicador da saúde da indústria.

    As companhias suíças esperam que a China corte 11% do imposto de importação sobre todos os relógios de luxo e 20% do imposto sobre os que tem valor superior a 1.500 francos suíços (aproximadamente US$ 1.566). Elas consideram que os tributos desencorajam alguns compradores chineses. As informações são da Dow Jones.

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