O Governo da China, que se absteve na votação da resolução das Nações Unidas que autoriza a intervenção na Líbia, indicou nesta sexta-feira ter “sérias reservas” e reiterou sua oposição ao uso da força no país norte-africano.
“Nos opomos ao uso da força em relações internacionais e temos sérias reservas com relação a parte da resolução”, destacou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Jiang Yu.
Em comunicado, Jiang explicou que a China optou por abster-se durante a votação da resolução “em consideração à preocupação e opinião dos países árabes e da União Africana, além de pela especial situação da Líbia”.
A resolução também cria uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio.
A porta-voz acrescentou que a China “apoia o compromisso do enviado especial da ONU para a Líbia, a União Africana e a Liga Árabe para enfrentar a atual crise no país de forma pacífica”.
Jiang também lembrou que o regime comunista chinês sempre respeitou “a soberania, independência, unificação e integridade territorial da Líbia”, reiterando que a atual crise no país deve ser resolvida através do diálogo.
A China, membro permanente com direito a veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, foi um dos cinco países que se abstiveram de votar a favor da resolução, no que teve a companhia de Brasil, Alemanha, Rússia e Índia.
O gigante asiático costuma inicialmente demonstrar-se reticente com relação a qualquer intervenção internacional em assuntos internos de um Estado, assim como fez diante de assuntos como os planos nucleares da Coreia do Norte e do Irã.