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Mundo

China concentra seus esforços na reconstrução, que poderia durar dez anos

Arquivo Geral

02/06/2008 0h00





A reconstrução da região destruída pelo terremoto de Wenchuan, buy na província chinesa de Sichuan, que deixou 69.019 mortos (segundo os números atualizados de hoje), será uma tarefa árdua que poderia demorar dez anos e que exigirá a mudança de muitas cidades e vilas, segundo analistas entrevistados pela imprensa local.


Começando pela construção de mais de 1 milhão de casas temporárias, o processo deve contar com a participação de instituições particulares e organizações estrangeiras, como o Banco Mundial, analisou hoje o jornal “China Daily”.


Dez anos também foi o tempo necessário para reconstruir uma nova Tangshan, cidade atualmente com 3 milhões de habitantes e que foi completamente arrasada pelo terremoto de 1976, que matou 240 mil pessoas.


Uma das preocupações das autoridades é a possibilidade de a região sofrer novos terremotos no futuro.


“Outro terremoto na mesma região em cinco ou seis décadas não pode ser descartado, e por isto a reconstrução deve ser feita longe de montanhas escarpadas para evitar deslizamentos de terra posteriores aos sismos, em áreas relativamente abertas”, declarou ao “China Daily” o urbanista Li Kaifa.


Os especialistas também estão divididos sobre a mudança de localização de cidades e das populações de desabrigados ou se prédios mais resistentes do que os atuais devem ser reconstruídos nos mesmos locais.


O financiamento da reconstrução é outro tema que continua sendo estudado: Li Xiaoxi, economista da Universidade Pedagógica de Pequim (BNU, em inglês), sugere a participação de empresas privadas em troca de benefícios.


Organizações como o Banco Mundial foram as primeiras a oferecerem analistas nesta reconstrução, já que a participação estrangeira é bem recebida pelo Governo chinês, mesmo sem considerá-la em desastres naturais anteriores.


“Podemos ajudar os Governos a analisar o nível de destruição e estabelecer as prioridades na construção”, afirmava o diretor do Banco Mundial na China, David Dollar.


O país recebeu doações no valor de US$ 5,96 bilhões para a reconstrução e atendimento aos desabrigados, segundo confirmou hoje o Escritório de Informação do Conselho de Estado (Executivo).


As doações, embora consideráveis, serão dedicadas, sobretudo ao atendimento imediato dos desabrigados e custeará apenas uma parte da reconstrução.


 

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