Começando pela construção de mais de 1 milhão de casas temporárias, o processo deve contar com a participação de instituições particulares e organizações estrangeiras, como o Banco Mundial, analisou hoje o jornal “China Daily”. Dez anos também foi o tempo necessário para reconstruir uma nova Tangshan, cidade atualmente com 3 milhões de habitantes e que foi completamente arrasada pelo terremoto de 1976, que matou 240 mil pessoas. Uma das preocupações das autoridades é a possibilidade de a região sofrer novos terremotos no futuro. “Outro terremoto na mesma região em cinco ou seis décadas não pode ser descartado, e por isto a reconstrução deve ser feita longe de montanhas escarpadas para evitar deslizamentos de terra posteriores aos sismos, em áreas relativamente abertas”, declarou ao “China Daily” o urbanista Li Kaifa. Os especialistas também estão divididos sobre a mudança de localização de cidades e das populações de desabrigados ou se prédios mais resistentes do que os atuais devem ser reconstruídos nos mesmos locais. O financiamento da reconstrução é outro tema que continua sendo estudado: Li Xiaoxi, economista da Universidade Pedagógica de Pequim (BNU, em inglês), sugere a participação de empresas privadas em troca de benefícios. Organizações como o Banco Mundial foram as primeiras a oferecerem analistas nesta reconstrução, já que a participação estrangeira é bem recebida pelo Governo chinês, mesmo sem considerá-la em desastres naturais anteriores. “Podemos ajudar os Governos a analisar o nível de destruição e estabelecer as prioridades na construção”, afirmava o diretor do Banco Mundial na China, David Dollar. O país recebeu doações no valor de US$ 5,96 bilhões para a reconstrução e atendimento aos desabrigados, segundo confirmou hoje o Escritório de Informação do Conselho de Estado (Executivo). As doações, embora consideráveis, serão dedicadas, sobretudo ao atendimento imediato dos desabrigados e custeará apenas uma parte da reconstrução.
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