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Mundo

China apoia soberania do Brasil e amplia cooperação

Manifestação ocorreu em Pequim, durante diálogo estratégico entre os dois países, em meio às ameaças dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros.

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 11h36

brasil e china

Foto: AFP via Getty Images

A China divulgou nesta terça-feira (2) uma nota de apoio à soberania, independência e autonomia brasileiras e disse estar disposta a ampliar a cooperação com o Brasil e com os países da América Latina. A manifestação ocorreu em Pequim, durante o evento Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, em meio às ameaças dos Estados Unidos de taxar em 25% produtos brasileiros que não sejam considerados estratégicos para o mercado norte-americano.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, o país é uma “amiga confiável dos países da América Latina e do Caribe” e está “pronta para trabalhar com os países da região, incluindo o Brasil, para aprofundar e expandir ainda mais a cooperação geral entre China e América Latina”. Ele também afirmou que a China “apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional, na manutenção da independência e autonomia e na busca por maior desenvolvimento”.

Wang defendeu que Brasil e China avancem na construção de uma comunidade China–Brasil, para “enfrentar conjuntamente diversos desafios externos e gerar maior sinergia para os processos de modernização de ambos e para a união e o fortalecimento dos países do Sul Global”. Ele disse ainda que os dois lados devem ampliar intercâmbios e cooperação em áreas como cultura, educação, turismo, esportes, regiões subnacionais, juventude e meios de comunicação.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também participou do encontro em Pequim e afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e a coordenação internacional entre os dois países. Vieira disse ainda que o Brasil continuará a aderir ao princípio de “Uma Só China”, expressão relacionada ao objetivo chinês de reaver Taiwan, considerada por Pequim uma “província rebelde”.

Wang reiterou, por fim, o posicionamento chinês de fortalecer a comunicação e a coordenação em mecanismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas e o Brics, e defendeu a implementação de iniciativas globais voltadas à promoção de um “sistema de governança global mais justo e equitativo”.

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