O Governo da China expressou hoje, clinic quando se completam sete anos desde os atentados de 11 de Setembro de 2001, pill sua convicção de que a luta contra o terrorismo é um desafio internacional no qual a ONU deveria desempenhar um papel mais ativo.
“Acreditamos que a luta antiterrorista ainda é um grande desafio. O terrorismo é um inimigo da comunidade internacional, seria necessário reforçar a cooperação internacional e a ONU deveria desempenhar o papel principal”, declarou a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Jiang Yu.
A China, que após o dia 11 de Setembro incluiu os separatistas uigures, de religião muçulmana e que ocupam a região de Xinjiang (oeste), na lista de terroristas internacionais, tem combatido desde então estes grupos executando sumariamente aqueles que considera líderes, atitude criticada por grupos como a Anistia Internacional.
No entanto, a porta-voz afirmou hoje que o Governo chinês “se opõe aos padrões duplos (na luta antiterrorista) e à vinculação do terrorismo com alguns grupos étnicos ou religiosos”.
O Governo chinês destacou nos últimos meses a possibilidade de ataques terroristas dos uigures durante a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, entre 8 a 24 de agosto, período no qual aconteceram alguns ataques isolados em Xinjiang, que o Governo acredita terem sido planejados por estas facções.
No entanto, o Movimento Islâmico do Turquestão Oriental está inativo desde 1997 e nenhum grupo separatista uigur no exílio reivindicou qualquer dos ataques.
“Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os países o grande apoio e cooperação que prestaram à China na luta antiterrorista durante os Jogos”, expressou a porta-voz.
Jiang acrescentou: “Gostaríamos, sob a base da cooperação e benefício mútuo, de empreender uma cooperação antiterrorista com todos os países para prevenir e combater o terrorismo internacional”.
Desde 2001, a China pertence, ao lado de Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, à Organização de Cooperação de Xangai (SCO, em inglês), criada para cooperar economicamente, combater o terrorismo na Ásia Central e resistir ao crescente poder dos Estados Unidos na região.
Desde 2004, Mongólia, Paquistão, Índia e Irã são países observadores, status solicitado por Belarus e cogitado pela Sérvia.