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Mundo

Chilenos comparecem em massa às urnas para escolher novo presidente

Arquivo Geral

13/12/2009 0h00

Os mais de oito milhões de eleitores chilenos compareceram em massa hoje às urnas do país para as eleições presidenciais e parlamentares mais disputadas da história recente do país.

Os colégios eleitorais abriram suas portas às 7h locais (9h de Brasília). Pouco depois, já havia longas filas diante de muitos deles.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, saiu de casa a pé para votar e convocou os cidadãos do país a participarem do dia eleitoral “com tranquilidade” e opinou que os resultados de hoje levarão à realização de um segundo turno.

“Todos sabemos que vai haver um segundo turno”, declarou Bachelet, que tem quase 80% de aprovação popular, depois de votar em Santiago.

O candidato da direita à Presidência do Chile, o empresário Sebastián Piñera, líder nas pesquisas, previu hoje a chegada de “dias melhores” para o país logo depois de votar em um colégio eleitoral da capital chilena.

Já o ex-presidente chileno Eduardo Frei (1994-2000), candidato governista à Presidência, afirmou que os eleitores tomarão uma decisão hoje sobre “duas maneiras de ver o Chile”.

O candidato do Governo falou com jornalistas após votar em La Unión, a 900 quilômetros de Santiago.

“Hoje definimos o futuro do país, duas maneiras e duas visões do Chile. Nós não queremos um salto no vazio nem voltar ao passado, queremos um Governo que se preocupe com o povo”, disse Frei.

O candidato independente Marco Enríquez-Ominami admitiu hoje pela primeira vez a possibilidade de participar de um pacto contra a direita em um eventual segundo turno.

“Faremos os acordos amanhã, mas com diálogo, pelo bem do Chile”, assegurou Enríquez-Ominami após votar por volta das 11h locais (12h de Brasília) na cidade litorânea de Zapallar, a 150 quilômetros ao noroeste de Santiago.

“Que nos unamos todos para derrotar os conservadores, mas com ideias do presente, não com medos de 1970”, acrescentou Enríquez-Ominami.

O quarto candidato na disputa, o representante da esquerda sem representação parlamentar, Jorge Arrate, propôs há semanas um pacto para que os três aspirantes com menos apoio se unam no segundo turno para impedir o triunfo de Piñera.

Para Arrate, ex-ministro do Governo de Salvador Allende, derrubado pelos militares em 1973, “hoje à noite se inicia outra etapa para derrotar a direita”.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o socialista chileno José Miguel Insulza, disse que “o mundo não vai acabar” se o direitista Piñera chegar à Presidência do país após duas décadas de Governos da coalizão de centro-esquerda Concertação.

Insulza lembrou, no entanto, que “no segundo turno, todos aqueles que têm ideias em comum devem se juntar para alcançar uma maioria”.

As autoridades destacaram que o processo deste domingo “foi impecável”. Os primeiros números da apuração oficial devem ser anunciados por volta das 19h locais (20h de Brasília).

Até as 12h locais (13h de Brasília), a Polícia chilena informou sobre 12 detidos por delitos ligados às eleições. A maior parte deles se negou a ser fiscal de mesa. Também houve detenções por boca de urna.

Entre outros incidentes, na região de Concepción, no sul do Chile, um homem de 79 anos morreu em um colégio eleitoral depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Além disso, em Lota, a 545 quilômetros ao sul de Santiago, um grupo de desconhecidos apedrejou uma escola que funciona como local de votação.

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