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Mundo

Chile e Peru são melhores países para investimento na América Latina

Arquivo Geral

16/10/2009 0h00

Chile e Peru são os países da América Latina e Caribe com as melhores condições para o investimento público e privado, assim como para o financiamento de projetos, segundo um estudo internacional revelado hoje em Lima.

Os dados foram oferecidos pelo ex-diretor do Instituto Latino-americano e do Caribe de Planejamento Econômica e Social (Ilpes) e da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), Edgar Ortegón, informou a agência oficial Andina.

Ortegón afirmou que o Chile ocupa o primeiro lugar, seguido pelo Peru, Brasil, México, Costa Rica, Colômbia, Uruguai, República Dominicana, Jamaica e El Salvador.

O especialista disse que a crise financeira internacional serviu para que os Governos da região destinassem US$136,371 bilhões em investimento público, 5,8 dos quais lhe corresponderam ao Peru.

Segundo ele, esta conjuntura deu maior importância ao Sistema Nacional de Investimento Público (SNIP) da região, embora também permitisse detectar debilidades como de que estes estão “enfraquecidos” em muitos países.

“Em várias ocasiões se cai na inércia de antigas práticas ou se abusa das novas modalidades (orçamento participativo)”, assinalou.

O chefe de Políticas Orçamentárias e Gestão Pública do Ilpes, Ricardo Martner, disse que o SNIP no Peru é um dos mais novos da região, mas permitiu que o país tivesse o terceiro nível mais alto de crescimento no investimento público.

“Está se mostrando um impressionante grau de coordenação, de institucionalização e de empurrão para diminuir as brechas, porque no Peru há um tema de brecha de infraestrutura por superar”, explicou.

A Cepal terminará em abril de 2010 um estudo que permitirá determinar o grau de responsabilidade dos estados da região na geração de igualdade entre a população.

“E o investimento público joga um papel fundamental, acho que não há melhor maneira de gastar o dinheiro que gerando reduções nas tremendas brechas que há na região”, assegurou Martner.

O ranking, elaborado com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin) e “The Economist” Intelligence Unit (EIU), foi apresentado hoje durante o II Encontro dos Sistemas Nacionais de Investimento Público (Snip) da América Latina e Caribe, realizado em Lima.

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