O jornalista britânico Paul Conroy chegou nesta terça-feira ao Líbano após deixar a Síria, onde foi ferido nos bombardeios na cidade de Homs, enquanto permanece incerto o paradeiro da repórter francesa Edith Bouvier.
Um porta-voz da rede opositora Comitês de Coordenação Local, Emad Hosari, disse à Agência Efe que ambos já foram retirados da Síria com destino ao Líbano para receber tratamento médico.
O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Síria, Saleh Dabakeh, confirmou que Conroy abandonou o país, sem que sua organização tivesse nada a ver com a manifestação, apesar de não saber informar se Bouvier também conseguiu sair.
Um responsável pela organização Human Rights Watch (HRW) no Líbano esclareceu também que a operação de retirada continua, por isso não há nada confirmado, mas pediu maior cautela para impedir que sua saída possa ser frustrada.
O canal de TV do Catar “Al Jazeera” informou que, segundo fontes da segurança libanesa, a jornalista francesa também conseguiu atravessar a fronteira e chegar ao território do Líbano.
Ambos foram feridos em 22 de fevereiro junto ao repórter francês William Daniel nos bombardeios do Exército sírio sobre o bairro de Bab Amr em Homs, onde morreram a jornalista americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik. Até o momento não se sabe se Daniel e os corpos de Marie e Ochlik continuam em Homs ou foram retirados da Síria.
Bouvier trabalha para o jornal francês “Le Figaro”, enquanto Conroy é repórter do “Sunday Times”, onde Marie também trabalhava como redatora.
Durante os últimos dias, o CICV manteve negociações com as autoridades sírias para remoção de civis feridos em Homs, entre eles os jornalistas estrangeiros, porém as conversas haviam se estagnado.
No último mês, Homs foi palco de uma ofensiva militar que ainda continua e que está castigando especialmente o bairro de Bab Amr.