Sobe para 20 o número de vítimas fatais por causa de fortes chuvas na Costa Rica, enquanto as autoridades declararam nesta quinta-feira alerta vermelha no centro e no Litoral Pacífico, onde há um número indeterminado de desaparecidos e cerca de 600 desabrigados, informaram fontes oficiais.
O porta-voz da Cruz Vermelha, Roger Núñez, declarou à Agência Efe que os mortos por causa de um desabamento na localidade de San Antonio de Escazú, no setor oeste de San José, já chegam a 20, embora o número possa seguir aumentando.
As vítimas morreram soterradas pelo desmoronamento de uma colina que caiu em um pequeno bairro, onde dezenas de policiais e membros da Cruz Vermelha, ajudados por moradores e cães farejadores, trabalham no resgate de corpos e na busca por sobreviventes.
O panorama no lugar é desolador, segundo a Efe pôde comprovar, pois o barro e as rochas cobriram caminhos e soterraram veículos e inúmeras casas, o que dificulta os trabalhos de resgate.
As autoridades não revelaram um número oficial atualizado de pessoas desaparecidas, mas de manhã haviam informado entre 15 e 30.
O especialista do Instituto Meteorológico Nacional (IMN), Werner Stoltz, declarou em entrevista coletiva que a Costa Rica sofre o pior temporal “em anos”, com chuvas que em poucos dias triplicaram a média de todo o mês de novembro.
O IMN projeta que as chuvas continuarão até amanhã com força na vertente do Pacífico e com menor intensidade no centro do país, por causa de um sistema de baixa pressão e como efeito indireto da tempestade tropical “Tomas”, ambos fenômenos localizados no Caribe.
A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, declarou nesta quinta-feira que recorrerá a empréstimos e, possivelmente, a países amigos para cobrir os prejuízos causados pelas chuvas.
A governante disse em entrevista coletiva que seu país tem disponíveis US$ 13,5 milhões de recursos próprios para atender “o primeiro impacto” das chuvas, mas que necessitará de créditos de organismos internacionais para reconstruir a infraestrutura.