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Chefe de gabinete de Milei que ocultou US$ 500 mil deixa de ser porta-voz

Manuel Adorni deixa função de porta-voz, mas permanece no governo; auxiliar de Javier Milei é investigado após admitir omissão de US$ 500 mil em declarações patrimoniais

Redação Jornal de Brasília

19/06/2026 15h14

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Foto: STRINGER / AFP

O governo argentino designou nesta sexta-feira (19) um novo porta-voz presidencial, função que até agora era ocupada informalmente pelo chefe de Gabinete de ministros, Manuel Adorni, figura central de um escândalo por suposto enriquecimento ilícito.

O anúncio foi feito pelo próprio Adorni após uma reunião com o presidente Javier Milei. “Adrián Ravier será o novo porta-voz presidencial”, publicou Adorni no X. “Todo o sucesso nesta nova etapa”, afirmou o ministro, que seguirá como chefe de Gabinete do governo.

Adorni, uma das figuras mais próximas de Milei, admitiu na semana passada ter ocultado 500 mil dólares (R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens, em um caso que o colocou na mira da Justiça e da oposição.

Ele afirmou que se tratava de economias “não declaradas” provenientes de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018. Isso contradiz suas declarações anteriores ao Congresso, onde em abril havia sustentado que “nunca houve ocultação alguma” de seu patrimônio.

O caso é investigado pela Justiça Federal junto com denúncias sobre compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares, e a cada semana tem um novo capítulo.

O último foi um suposto recibo de compra de roupa de cama, mesa e banho por cerca de 5.600 dólares (R$ 28,9 mil).

Adorni, de 46 anos, começou no governo como porta-voz presidencial em 2023 e passou à chefia de Gabinete em novembro passado.

AFP

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