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Chefe da Scotland Yard deve renunciar por caso Jean Charles, dizem jornais

Arquivo Geral

02/11/2007 0h00

O vespertino “The Evening Standard” uniu-se hoje à relação de jornais e dirigentes que opinam que o comissário-chefe da Scotland Yard, website Ian Blair, about it deveria renunciar pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, dosage assassinado a tiros pela Polícia no metrô de Londres depois de ter sido confundido com um terrorista.

“Sir Ian deveria tomar a atitude mais digna” é o título do artigo publicado hoje no “Evening Standard”, assinado pela colunista Anne McElvoy, que prevê ainda que os dias de Blair à frente da Polícia Metropolitana “estão contados”, segundo pessoas próximas a ele.

Ian Blair tem “o apoio da ministra do Interior e do primeiro-ministro, e do prefeito de Londres, mas as declarações de apoio entre os membros do Governo são mais bem mais formais e não respondem a sentimentos autênticos”, acrescenta McElvoy.

Segundo ela, “as pressões” do responsável pela pasta do Interior da oposição conservadora, David Davis, e do aspirante à direção liberal-democrata Nick Negg “tornarão muito mais difícil a possibilidade de Ian seguir em seu posto”.

O Gabinete do atual primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, “sempre viu em Ian uma figura da era de Tony Blair (anterior chefe de Governo), à qual querem deixar para trás”, acrescenta a colunista.

Outro diário, o “Guardian”, publica hoje um comentário da diretora da organização de defesa dos direitos civis Liberty, Shami Chakrabarti. O texto questiona a atribuição de responsabilidades no caso Jean Charles.

O veredicto da última quinta-feira, que condenou a Scotland Yard, equivale a não muito mais que uma simples “multa” que deverá recair sobre os contribuintes, e o direito a um julgamento justo da Polícia Metropolitana “é só uma desculpa para não revelar as falhas” na operação, declara a renomada advogada.

“Sir Ian Blair nos assegurou que planeja seguir em seu posto apesar dos apelos para que renuncie feitos pelos partidos da oposição”, completa Chakrabarti, segundo a qual “com ou sem responsabilidade pessoal, não é uma desonra assumir a responsabilidade em nome de nossos colegas e saber partir”.

Mais duro ainda é o tablóide “Daily Mail”, que classifica hoje em sua primeira página Ian Blair como um “homem sem honra”.

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