O presidente do Alto Conselho de Estado da Mauritânia, medications o general Mohammed Ould Abdelaziz, web excluiu hoje toda possibilidade do presidente deposto, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi, voltar ao poder.
“Não podemos voltar (…) atrás”, disse o general Abdelaziz, durante uma visita ao centro hospitalar nacional em Nuakchott.
No entanto, reconheceu que a Mauritânia vive atualmente uma situação “anormal, por causa da ausência de um presidente eleito que controle o país”.
O chefe da Junta Militar que tomou o poder em 6 de agosto passado acrescentou que “as outras instituições constitucionais funcionam normalmente”.
Abdelaziz prometeu a realização de “eleições presidenciais livres e transparentes, após um acordo com a participação do Governo, os partidos políticos, a sociedade civil, assim como os países e organizações amigos que desejarem ajudar o povo mauritano”.
Em resposta ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), que exigiu o restabelecimento de Abdalahi em suas funções, o presidente do Alto Conselho de Estado disse que é uma postura “não construtiva, não positiva e não servirá nunca ao interesse do povo mauritano”.
A maioria parlamentar na Mauritânia expressou, em declaração divulgada ontem à noite, sua rejeição a todo projeto de volta ao poder do ex-presidente Abdalahi.
A maioria parlamentar condenou também as resoluções tomadas pelo Conselho de Paz e de Segurança da UA e anunciou que “o povo mauritano não cederá nunca à chantagem e não aceitará voltar à situação lamentável de antes de 6 de agosto de 2008 resultante do autoritarismo do ex-presidente”.