O chefe da Junta Militar birmanesa, discount general Than Shwe, recipe aceitou se reunir amanhã com o enviado especial da ONU para Mianmar (antiga Birmânia), Ibrahim Gambari, informou hoje o Ministério da Informação birmanês.
Gambari chegou a Mianmar no sábado passado com a missão de conseguir que o regime militar acabe com a brutal repressão dos protestos populares e, desde então, não conseguiu falar com Than Shwe. No entanto, no domingo, conseguiu se reunir com a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi.
Do aeroporto de Yangun, o diplomata nigeriano – que está à frente de uma delegação de três pessoas – viajou diretamente a Naypyidaw, a nova capital do país, a quase 400 quilômetros ao norte, onde se instalou o Governo militar.
Em Naypyidaw, Gambari se reuniu com o primeiro-ministro interino, general Thein Shein, e com os titulares de Cultura, comandante geral Khin Aung Myint, e de Informação, general-de-brigada Kyaw Hsan, além de com altos funcionários do Ministério de Assuntos Exteriores, mas não com o titular.
No domingo, o enviado voltou a Yangun para falar com a vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliar e a quem não via desde novembro de 2006, a última vez que Gambari visitou Mianmar, porque desde então não havia conseguido visto.
Após conversar com Suu Kyi durante uma hora, voltou a Naypyidaw, e desde então está esperando que Than Shwe, de 74 anos, o receba.
Pelo menos 16 pessoas morreram desde o início da violenta repressão, em 26 de setembro, entre elas dois estrangeiros, mas o número poderia ser muito superior caso sejam confirmadas as informações da dissidência, denunciando que a Junta Militar escondeu dezenas de cadáveres.
O “homem forte” de Mianmar é considerado por alguns analistas o principal obstáculo para a reconciliação nacional e o começo do diálogo com a oposição, embora seu braço direito, o general Maung Aye, de 69 anos, também não seja muito partidário do diálogo com a Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi.
Mianmar é governada por generais há 45 anos e não tem eleições democráticas desde 1990, quando o partido oficial perdeu para a LND, que obteve 82% dos votos, mas o Governo nunca aceitou o resultado.