O chefe da Junta Militar de Mianmar (Mianmar), order o general Than Shwe, for sale assumiu a frente da repressão das mobilizações democráticas que, nos últimos dois dias, causou 15 mortes.
Segundo fontes do regime citadas por emissoras de rádio birmanesas da dissidência, Than Shwe, um especialista na guerra psicológica, decidiu chefiar pessoalmente a operação de repressão porque o comandante encarregado da tarefa se recusou a recorrer à violência.
Além disso, a Junta Militar criou novos regimentos com a missão de subjugar os manifestantes. Os protestos reuniram mais de 300 mil pessoas em todo o país na segunda-feira e 150 mil só em Yangun, a maior cidade, na terça-feira.
O Governo decretou o toque de recolher e proibiu as reuniões públicas de mais de cinco pessoas. Mesmo assim, os manifestantes, liderados pelos monges budistas, voltaram a sair às ruas e foram atacados pelas forças de segurança.
O regime militar só reconhece até o momento 10 mortes em Yangun, uma na quarta-feira e nove ontem. Uma das vítimas é um repórter japonês.
Soldados e policiais vigiam hoje os mosteiros, pagodes e principais pontos de Yangun para dissuadir os manifestantes com seu número e presença armada.
Ao meio-dia, não havia manifestantes nas ruas de Yangun nem nos pagodes de Shwedagon e Sule, locais de início e conclusão das passeatas dos últimos dias.
Segundo a revista “The Irrawaddy”, o chefe do Exército birmanês, o general Maung Aye, pode estar preparando uma reunião com a líder do movimento democrático birmanês e chefe da Liga Nacional para a Democracia (LND), Aung San Suu Kyi, para reduzir a tensão.
Ontem, o enviado especial do secretário-geral da ONU para Mianmar, Ismail Gambari, chegou ao país para falar com a Junta Militar e Suu Kyi.