Menu
Mundo

Chefe da diplomacia da UE considera libertações na Venezuela ‘boa notícia’

Borrell destacou ainda que a UE “continuará pedindo a libertação dos que permaneceram sob custódia, em particular dos cidadãos europeus detidos sob acusações falsas”

Redação Jornal de Brasília

18/11/2024 18h06

venezuela

FOTO: ALFREDO ESTRELLA / AFP

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, comemorou nesta segunda-feira (18) a liberação de mais de uma centena de votos na Venezuela na crise pós-eleições, e ressaltou que nenhuma dessas pessoas deveria ter sido presa.

“A boa notícia é que hoje o governo venezuelano liberou vários presos políticos. É uma boa notícia. Nenhum deles merecia ter sido detido, em primeiro lugar”, disse Borrell ao fim de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE.

“Nenhum deles deveria ter estado na prisão nem por um único dia. Mas é uma boa notícia de que [o presidente Nicolás] Maduro tenha libertado muitos presos políticos”, acrescentou.

Borrell destacou ainda que a UE “continuará pedindo a libertação dos que permaneceram sob custódia, em particular dos cidadãos europeus detidos sob acusações falsas”.

A ONG Foro Penal, que atua na defesa de quem se denomina “prisioneiros políticos”, informou a soltura de 131 pessoas detidas em razão dos protestos que eclodiram após as recentes eleições presidenciais.

“Confirmamos 131, mas continuamos recebendo informações”, afirmou à AFP Gonzalo Himiob, diretor e vice-presidente da ONG. Entre os libertadores, estão 10 adolescentes.

O Ministério Público anunciou na véspera que 225 medidas de liberdade foram “concedidas e realizadas” após uma revisão de casos relacionados às manifestações.

Ao mesmo tempo, Borrell reafirmou que a UE não confirmou a legitimidade do governo de Maduro e indicou que o opositor Edmundo González venceu as eleições presidenciais, “segundo as informações disponíveis”.

Portanto, o Conselho Europeu (que representa os países do bloco) trabalhará para “revisar o sistema de avaliações, para que não seja aplicado ao povo venezuelano, mas sim aos seus líderes”, acrescentou.

ahg/mb/ic/jb

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado