O presidente da Venezuela, erectile Hugo Chávez, ed disse hoje que pode não ir à Guatemala em janeiro, order para assistir à posse do presidente eleito, Álvaro Colom, já que, segundo afirmou, foi informado de um plano de atentado contra a sua vida.
O governante venezuelano revelou em Caracas, sem oferecer mais detalhes, que recebeu “informações muito recentes” que “põem em risco” sua presença na cerimônia de posse presidencial na Guatemala. Ele envolveu o Governo dos Estados Unidos na suposta conspiração.
“Andam conspirando permanentemente não só para me derrubar, mas até para me matar”, denunciou.
“Tomara que haja capacidade de neutralizar esses planos”, acrescentou, numa entrevista coletiva.
Chávez lembrou que na Guatemala foi libertado há alguns anos o cubano-venezuelano Luis Posada Carriles, que a Venezuela responsabiliza por atentados terroristas. A sua extradição foi solicitada aos Estados Unidos, onde vive “protegido pelo Governo, pela CIA e pelo FBI”, acusou.
“Sabemos que na América Central esse terrorista que está sendo protegido pelo Governo dos Estados Unidos e que se chama Luis Posada Carriles tem suas células terroristas dispersas”, argumentou Chávez. Para ele, os supostos comandos estariam por trás do plano para atentar contra sua vida.
O Governo da Guatemala, porém, não recebeu nenhum alerta de segurança. O diretor da Secretaria de Assuntos Administrativos e Segurança (SAAS) da Presidência, Juan Carlos Leal, disse à Efe que “a segurança dos Chefes de Estado em visita ao país é coordenada pela SAAS com os corpos de segurança presidencial”.
“Até o momento, não tivemos nenhuma comunicação com o Governo de Venezuela. Por isso não realizamos ainda os planos operacionais de segurança, caso seja confirmada a presença na posse”, acrescentou.
“Também não recebemos nenhum relatório ou alerta sobre ameaças ou riscos no processo”, ressaltou.
Fernando Barillas, porta-voz de Colom, disse à agência Efe que “o Governo da Guatemala está realizando grandes esforços para garantir a segurança dos Presidentes”.