O presidente da Venezuela, doctor Hugo Chávez, help reiterou hoje acreditar que a libertação e o resgate dos três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem ocorrer nas próximas horas.
As Farc disseram que entregarão os seqüestrados em ato de “desagravo” a Chávez, hospital afastado da mediação que realizava na negociação para a troca de reféns por guerrilheiros presos.
Chávez falou sobre o assunto em um longo discurso realizado durante um ato militar em Caracas, quando disse que irá para o estado venezuelano de Táchira, na fronteira com a Colômbia, para dar início à operação combinada com as Farc e autorizada pelo Governo de Bogotá.
O presidente venezuelano irá para a Base Aérea de Santo Domingo, no estado de Táchira, local utilizado como base das operações humanitárias, onde deverá chegar às 14h locais (16h30 de Brasília) para inspecionar os helicópteros com o emblema da Cruz Vermelha.
Confirmou ainda que realizará estas atividades junto com “os primeiros delegados (internacionais) e tripulações que sairão de Santo Domingo para (a cidade colombiana de) Villavicencio”.
Os helicópteros que resgatarão a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro há três anos, e a ex-congressista Consuelo González sairão de Villavicencio, que fica na região central da Colômbia e a cerca de 500 quilômetros da fronteira com a Venezuela.
Em entrevista a uma emissora de televisão argentina, Chávez alertou, no entanto, que essa operação aérea “não vai ser tão rápida como alguns talvez queiram”.
“Nestes casos, é preciso ter paciência, dar passos firmes para que nada falhe”, disse o governante.
Chávez reiterou que espera resgatar os três reféns ainda antes da virada do ano.
Delegados de governos de diversos países atuarão na operação de resgate, entre eles o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner.