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Mundo

Chávez propõe sistema financeiro personalizado para América Latina e Caribe

Arquivo Geral

17/12/2008 0h00

O presidente da Venezuela, treatment Hugo Chávez, order propôs hoje que a América Latina e o Caribe adotem um sistema financeiro próprio, com uma moeda única e um fundo financeiro, alternativo às instituições de Bretton Woods.


O líder venezuelano, em discurso na 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, afirmou que, em vez de defender a construção de uma nova arquitetura financeira mundial, as nações da região têm que adotar um sistema próprio.


Com isso, eliminariam a necessidade de fazer câmbios com o dólar e a dependência de organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI).


O FMI e o Banco Mundial (BM) foram criados após a Segunda Guerra Mundial, na Conferência de Bretton Woods (Estados Unidos).


“Não devemos perder um dia nestas discussões. Temos que aproveitar o tempo para criar nosso sistema. Apenas com um sistema nosso poderemos influenciar o sistema mundial”, disse Chávez em Costa do Sauípe, na Bahia.


O presidente venezuelano explicou que os países que integram a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) já começaram a negociar a criação de um sistema financeiro próprio, e acrescentou que o modelo pode ser estendido a toda a América Latina e Caribe.


“Na Alba, discutimos a criação de uma Unidade de Conta Comum, que é um sistema monetário e financeiro regional. Todos dizemos é preciso mudar o Bretton Woods, mas quando? Eles (os países desenvolvidos) não querem trocá-lo, porque lhes permitiu manter a hegemonia mundial”, acrescentou.


Segundo Chávez, o sistema contaria com uma moeda que serviria para substituir o dólar em operações de câmbio e outras quatro ferramentas: a Unidade de Conta Comum, a Câmara de Compensação de Pagamentos, o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento e um Acordo de Comércio Regional.


Sobre o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento, o líder da Venezuela assegurou que poderá contar com 1% das reservas internacionais dos países da região, que somam US$ 500 bilhões, o que, segundo ele, lhes permitiria usar reservas que têm “depositadas no norte, onde atualmente correm riscos”.


Quanto ao Acordo de Comércio Regional, esclareceu que não se trata da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca) que os Estados Unidos tentaram impor em toda a região, pois, em sua opinião, “esse livre-comércio não existe”.


Chávez destacou a importância da Cúpula da América Latina e do Caribe e disse que pode substituir muitas outras iniciativas desde que conclua com compromissos concretos.


“Esta cúpula é tão interessante e motivadora que não deveria ser a cada dois anos. Sugiro que seja a cada ano. Há cúpulas velhas que parecem que já não fazem sentido ou cujo sentido ficou atrás, no século XX, mas não vou mencionar nenhuma”, afirmou.


Chávez também se referiu à crise internacional e considerou otimistas os que crêem que pode durar um ano.


“Os países ricos estão muito ativos buscando soluções no marco do sistema que eles impuseram ao mundo e que afunda agora. Não é um assunto ideológico. Enfrentemos uma realidade que ameaça nossos povos”, assegurou.


 

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