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Mundo

Chávez pede para EUA se preocuparem com seus próprios problemas

Arquivo Geral

27/07/2011 17h31

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu para os Estados Unidos se preocuparem mais em resolver sua “terrível crise”, ao invés de se importarem com a relação entre Venezuela e Irã que, inclusive, qualificou de “positivas”.

 

“Preocupem-se com seus problemas, império decadente!”, disse em cadeia nacional de rádio e televisão na qual, entre outros assuntos, mencionou comentários do almirante Mike Müller, chefe do comando conjunto dos EUA, que disse que Washington está preocupado com o fato de a Venezuela se relacionar com o Irã, país que está “na lista dos Estados considerados patrocinadores de terrorismo”.

 

“Continuam nos atacando! Diferentes porta-vozes nos condenam! Imagina você, até este almirante!”, exclamou Chávez.

 

Com o Irã, da mesma forma que com todos “os países do mundo”, destacou, “temos relações de cooperação, positivas, voltadas para a paz, para a vida”.

 

“Ao invés de ficarem preocupados, por exemplo, com as vítimas inocentes na Líbia, (…) com a crise interna que vivem,com a crise moral das forças militares americanas, com o fato de não terem como pagar a dívida… os ianques estão preocupados com a relação Caracas-Teerã”, insistiu.

 

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, manifestou nesta terça a rejeição “contundente” do Executivo de Chávez à “extrema-direita” americana, “que arrasta instituições como o Congresso dos EUA e o próprio Governo americano para posições extremas contra a dignidade da América Latina”, disse.

 

“Rejeitamos absolutamente a agressão da extrema-direita americana que vem se posicionando desde o Congresso dos Estados Unidos”, denunciou após uma reunião do Conselho de Ministros.

 

As declarações de Chávez e Maduro também se produzem depois de o Gabinete de Segurança acusar na segunda-feira a Venezuela de ser permissiva com o terrorismo e o narcotráfico, segundo denunciou esta terça-feira a unicameral Assembleia Nacional venezuelana.

 

Além disso, acontecem após a decisão do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA de aprovar no último dia 20 uma emenda que elimina, a efeitos práticos, parte da ajuda externa à Argentina, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia.

 

A emenda, apresentada pelo republicano da Flórida Connie Mack, foi criada como uma forma de castigo a certas nações que, segundo o conservador, “interferem” e “põem resistência” aos processos democráticos.

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