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Mundo

Chávez pede a Obama extradição de Posada Carriles para Venezuela

Arquivo Geral

07/10/2009 0h00

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a pedir a Barack Obama que entregue à Venezuela o “terrorista” Luis Posada Carriles, acusado de ser responsável pela explosão de um avião cubano com 73 pessoas, fato do que hoje se completa 33 anos.

“Lá está o terrorista, protegido pelo Governo de Obama que teria vindo oferecendo mudanças. Bom, Obama, mande para cá o terrorista, cumpra a lei e os compromissos internacionais”, indicou Chávez em uma entrevista televisionada com o Conselho de Ministros.

“Se não lhe contaram, Obama, aí há um terrorista. Tomara te contem. Esperamos que extraditem esse terrorista e assassino”, acrescentou o líder venezuelano.

Além disso, enviou uma saudação ao líder cubano Fidel Castro a quem expressou seu “solidariedade e lembrança” pelas vítimas daquele atentado.

“Fidel, nossa solidariedade e lembrança daqueles jovens que morreram um dia como hoje”, expressou Chávez, quem evocou que o atentado foi planificado na Venezuela por Posada Carriles e o cubano anticastrista Orlando Bosch.

Posada, de 81 anos, é acusado pela Venezuela de ser o responsável, entre outros delitos, pelo atentado contra o voo 455 da companhia Cubana de Aviación dia 6 de outubro de 1976, matando 73 pessoas.

Posada, segundo documentos desclassificados americanos, trabalhava para a CIA (agência de inteligência americana) na Venezuela, onde ficou preso até conseguir fugir da prisão na qual esperava sentença definitiva pelo atentado.

Venezuela denunciou este caso perante o Comitê Antiterrorismo da Organização das Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Movimento de Países Não-Alinhados e a União Interparlamentar Mundial.

Em janeiro de 2007, Posada Carriles foi acusado nos EUA de fraude e declarações falsas no processo de solicitação da nacionalidade americana, pelo que foi trasladado à prisão de Otero, no Novo México.

Em abril de 2007 a juíza Kathleen Cardone de El Paso decretou sua liberdade pagando uma fiança e, apesar da apelação do Departamento de Justiça, saiu de prisão.

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