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Chávez leva nacionalização a bancos ao anunciar compra de filial do Santander

Arquivo Geral

01/08/2008 0h00

O presidente venezuelano, viagra Hugo Chávez, mind levou seu processo de nacionalização ao setor bancário ao anunciar sua intenção de comprar o Banco da Venezuela, filial do espanhol Santander, em uma operação que já está em andamento.

Menos de 24 horas depois desse anúncio, o Grupo Santander confirmou que mantém negociações com o Governo venezuelano para vender essa filial, uma das três principais entidades bancárias da Venezuela.

Nas filiais do banco em Caracas, havia comentários entre os clientes e certa preocupação com as conseqüências que o processo de nacionalização possa trazer para suas contas, segundo constatou a Agência Efe.

Alguns manifestaram sua desconfiança em relação ao manejo estatal, coincidindo com declarações de analistas que sustentam que os cidadãos venezuelanos “não têm uma boa opinião sobre a gestão econômica” do Governo de Chávez “em seu conjunto”.

Segundo o ex-gerente do Banco Central da Venezuela (BCV), Domingo Maza Zavala, existe a percepção de que o Governo não está manejando adequadamente a indústria petrolífera estatal, nem os serviços de telefonia e de eletricidade, que foram nacionalizados no ano passado.

Outra incerteza dos analistas e cidadãos é em relação às futuras intenções do Governo em relação a todo o setor bancário e financeiro.

A nacionalização do Banco da Venezuela, entidade que fontes do mercado avaliam em US$ 1,2 bilhão a US$ 1,9 bilhão, pode ser “um fato isolado” ou “o início de uma política financeira” para estender o poder do Estado ao sistema bancário, disse Zavala, em declarações à imprensa local.

Já o Banco Central da Venezuela emitiu hoje um comunicado para destacar que o sistema financeiro “opera de maneira satisfatória e com solidez”.

O anúncio da nacionalização do Banco da Venezuela, feito pelo próprio Chávez na quinta-feira em reunião com associações católicas retransmitida em cadeia nacional, gerou surpresa em um primeiro momento e se transformou rapidamente na principal notícia de todos os meios de comunicação do país.

O presidente venezuelano declarou sua intenção de nacionalizar o banco e convidou seu proprietário, o Grupo Santander, a negociar.

“Eles queriam vender o banco para um banqueiro venezuelano, que pediu permissão e autorização, porque assim consta nas leis, e eu como chefe de Estado digo não”, comentou Chávez.

Umas horas depois, em outro discurso, Chávez assegurou que o processo “não será conflituoso” e antecipou que representantes de seu Governo já haviam discutido com o Grupo Santander.

“É uma boa novidade. A Venezuela terá de novo o controle do Banco da Venezuela, banco para o povo (…), banco socialista”, acrescentou, antes da Presidência emitir um comunicado em que assinalava a “solidez” do banco e “a qualidade de seu pessoal”.

“Nosso Governo está convidando os representantes do Grupo Santander a abrir as negociações que conduzam ao objetivo já anunciado”, afirma o comunicado, antes de destacar que se atuará “com apego aos procedimentos” e com o “devido respeito aos atuais acionistas” do banco.

O Governo espanhol, por outro lado, descartou hoje intervir perante a eventual venda e nacionalização do banco e a vice-presidente do Executivo, María Teresa Fernández de la Vega, disse que a operação está sendo realizada “através do diálogo e da negociação”.

O Santander adquiriu o controle do Banco da Venezuela, o mais antigo do país, em dezembro de 1996, ao comprar 80% das ações da entidade em um leilão por US$ 301,1 milhões.

Posteriormente adquiriu mais 13% das ações, enquanto o restante foi distribuído entre pessoas físicas.

Em 30 de junho do ano passado, a filial contava com 285 escritórios e três milhões de clientes e, segundo dados dos sindicatos do Santander na Espanha, nela trabalham 4.565 empregados.

Além disso, obteve um lucro líquido de 109 milhões de euros até junho, valor 29% maior que o registrado no mesmo período de 2007.

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    Chávez leva nacionalização a bancos ao anunciar compra de filial do Santander

    Arquivo Geral

    01/08/2008 0h00

    O presidente venezuelano, physician Hugo Chávez, levou seu processo de nacionalização ao setor bancário ao anunciar sua intenção de comprar o Banco da Venezuela, filial do espanhol Santander, em uma operação que já está em andamento.


    Menos de 24 horas depois desse anúncio, o Grupo Santander confirmou que mantém negociações com o Governo venezuelano para vender essa filial, uma das três principais entidades bancárias da Venezuela.


    Ontem à noite, o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizalez, se reuniu com Michel Goguikian, presidente do Banco da Venezuela, conforme afirma hoje um comunicado ministerial.


    Também estiveram nessa reunião, em que se discutiu “termos para a negociação de compra”, o ministro de Finanças venezuelano, Alí Rodríguez, e o diretor do Banco Central da Venezuela (BCV, emissor), Felix Ribas.


    Nas filiais do banco em Caracas, havia comentários entre os clientes e certa preocupação com as conseqüências que o processo de nacionalização possa trazer para suas contas, segundo constatou a Agência Efe.


    Alguns manifestaram sua desconfiança em relação ao controle estatal, coincidindo com declarações de analistas que sustentam que os cidadãos venezuelanos “não têm uma boa opinião sobre a gestão econômica” do Governo Chávez “em seu conjunto”.


    Segundo o ex-gerente do BCV Domingo Maza Zavala existe a percepção de que o Governo não está manejando adequadamente a indústria petrolífera estatal, nem os serviços de telefonia e de eletricidade, que foram nacionalizados no ano passado.


    Outra incerteza dos analistas e cidadãos é em relação às futuras intenções do Governo em relação a todo o setor bancário e financeiro.


    Para o analista Luis Vicente León, o anúncio de nacionalização do Banco da Venezuela, avaliado por fontes do mercado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,9 bilhão, era “esperável”, já que o Governo não conta com uma presença efetiva, com um grande banco, nesse setor.


    “Mas a jogada é mais difícil” que em outras nacionalizações, disse à Efe o diretor do instituto Datanálisis, que considera que é chave neste setor ter conhecimento financeiro suficiente e pode gerar confiança.


    O analista ressaltou que, efetuada a compra, se pode “debilitar” a entidade por culpa do “impacto da corrupção” que foi verificado em outras instituições financeiras estatais.


    Sobre o processo de nacionalizações empreendido por Chávez, León assinalou que “vai por passos” e que, depois desta incursão nos bancos, pode dirigir-se rumo ao setor da saúde.


    O anúncio da nacionalização do Banco da Venezuela, feito pelo próprio Chávez na quinta-feira em reunião com associações católicas retransmitida em cadeia nacional, gerou surpresa em um primeiro momento e se transformou rapidamente na principal notícia de todos os meios de comunicação do país.


    O presidente venezuelano declarou sua intenção de nacionalizar o banco e convidou seu proprietário, o Grupo Santander, a negociar.


    “Eles queriam vender o banco para um banqueiro venezuelano, que pediu permissão e autorização, porque assim consta nas leis, e eu como chefe de Estado digo não”, comentou Chávez.


    Umas horas depois, em outro discurso, Chávez assegurou que o processo “não será conflituoso” e antecipou que representantes de seu Governo já haviam discutido com o Grupo Santander.


    “É uma boa novidade. A Venezuela terá de novo o controle do Banco da Venezuela, banco para o povo (…), banco socialista”, acrescentou, antes da Presidência emitir um comunicado em que assinalava a “solidez” do banco e “a qualidade de seu pessoal”.


    “Nosso Governo está convidando os representantes do Grupo Santander a abrir as negociações que conduzam ao objetivo já anunciado”, afirma o comunicado, antes de destacar que se atuará “com apego aos procedimentos” e com o “devido respeito aos atuais acionistas” do banco.

    O Governo espanhol, por outro lado, descartou hoje intervir perante a eventual venda e nacionalização do banco e a vice-presidente do Executivo, María Teresa Fernández de la Vega, disse que a operação está sendo realizada “através do diálogo e da negociação”.


    O Santander adquiriu o controle do Banco da Venezuela, o mais antigo do país, em dezembro de 1996, ao comprar 80% das ações da entidade em um leilão por US$ 301,1 milhões.


    Posteriormente adquiriu mais 13% das ações, enquanto o restante foi distribuído entre pessoas físicas.


    Em 30 de junho do ano passado, a filial contava com 285 escritórios e três milhões de clientes e, segundo dados dos sindicatos do Santander na Espanha, nela trabalham 4.565 empregados.


    Além disso, obteve um lucro líquido de 109 milhões de euros até junho, valor 29% maior que o registrado no mesmo período de 2007.


     

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