O presidente da Venezuela, malady Hugo Chávez, confirmou neste domingo que viajará a Cuba ainda este ano para inaugurar a ampliação da refinaria de Cienfuegos desenvolvida por uma empresa mista cubano-venezuelana.
“Em breve estaremos em Cuba, com a ajuda de Deus, vamos inaugurar antes do fim de ano a ampliação da refinaria de Cienfuegos”, afirmou Chávez em seu programa dominical de rádio e televisão.
O embaixador venezuelano em Havana, Alí Rodríguez, falou esta semana de uma provável visita de Chávez a Cuba em dezembro para iniciar a nova seção da refinaria.
Cuba e Venezuela promovem a reativação da refinaria de petróleo Camilo Cienfuegos, no centro da ilha, cujo início das operações está previsto para o final deste ano, com produção inicial de 65 mil barris diários que pode aumentar para até 108 mil, informou a imprensa cubana.
Uma empresa mista cubano-venezuelana criada em abril de 2006 pela Cubapetróleo e pela Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) é a encarregada do projeto conjunto. Chávez dise que quer que a estatal venezuelana também inicie “em breve” em Cuba a construção de uma “usina de regasificação”, para levar gás da Venezuela para Cuba.
O plano de Chávez é que a PDVSA-GÁS envie em gás líquido venezuelano por via naval para a ilha e distribua entre as famílias, empresas e até entre a indústria petroquímica. Falando diretamente a Fidel Castro, presidente de Cuba, Chávez disse: “Você pode mandar para as casas das cubanas, dos cubanos, que tanta falta faz nas casas; aos carros, para não poluir. Verdade, Fidel?”.
Como é habitual, o líder enviou saudações ao líder cubano, a quem chama de “irmão”, “pai” e “camarada”.
Caracas e Havana assinaram em outubro de 2000 um Convênio Integral de Cooperação que abrange acordos de todos os âmbitos, inclusive energético. A ilha paga parte dos 100 mil barris diários de petróleo que recebe da Venezuela com serviços médicos, educativos e esportivos.
O intercâmbio comercial “concreto” entre Venezuela e Cuba supera os US$ 1,8 bilhão. Acordos já assinados mas ainda pendentes elevam essa relação comercial até US$ 3 bilhões, disse o embaixador Rodríguez dia 11 de agosto.