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Chávez e presidente da Síria brincam com participação no "eixo do mal"

Arquivo Geral

27/06/2010 18h57

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Síria, Bashar al-Assad, admitiram hoje ter amigos e inimigos em comum e ser parte do que os Estados Unidos chamam de o “Eixo do mal”, embora o sul-americano tenha dito que a siglas corresponde ao “Movimento dos Aliados Livres” (MAL).

 

“Meio a sério e meio como piada” a criação do MAL como instância integradora deveria ser analisada, acrescentou Chávez, convidado para um encontro com Assad em um hotel de Caracas com representantes dos ao redor de 700 mil venezuelanos de origem síria.

 

“Temos inimigos comuns: o império ianque e o Estado genocida de Israel”, disse Chávez previamente. Ele acrescentou que como amigos, além disso, contam em comum a nações que têm como objetivo “levar adiante uma revolução socialista, pondo pela frente em primeiro lugar os interesses” dos povos.

 

O ato com a comunidade síria-venezuelana foi a última atividade do presidente da Síria na Venezuela, país ao que chegou na sexta-feira e que escolheu para iniciar sua primeira viagem à América Latina. Hoje o presidente segue para Cuba e depois deve visitar ainda o Brasil e a Argentina.

 

“Nós, os latino-americanos, precisamos de uma maior presença dos povos e Governos árabes, precisamos nos unir”, acrescentou Chávez e ressaltou que a comunidade síria está “profunda e plenamente comprometida com a luta revolucionária da Venezuela”.

 

Essa unidade “tem a ver essencialmente com o socialismo”, insistiu, ao que Al-Assad respondeu depois que Chávez já “foi nomeado líder árabe” por suas posições de apoio às causas do Oriente Médio e que por isso seria “um bom secretário-geral do Eixo do MAL”.

 

O governante sírio também censurou os Estados Unidos por desenvolver o que chamou “um colonialismo tradicional” no Iraque e no Afeganistão, e também a Israel por pretender, baseado “em crimes e massacres”, disse, “tirar os antigos habitantes da região”.

 

O governante sírio também criticou organizações mundiais como a ONU, que com o passar do tempo, disse, foram “transformadas em marionetes” e “em lugar de proteger a paz se transformaram em organizações que danificam a paz”.

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