Segundo Chávez, estas acusações são parte de uma “campanha de difamação” contra os países que querem se desenvolver.
“A Venezuela jamais fará uma bomba atômica”, disse o presidente venezuelano à imprensa ao final da cúpula de líderes dos países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) ocorrida na cidade boliviana de Cochabamba.
Em maio, a imprensa israelense divulgou um relatório do Ministério de Assuntos Exteriores do país o qual acusava Venezuela e Bolívia de vender urânio para o programa nuclear do Irã.
“A Venezuela mal descobre urânio e começou a guerra contra a Venezuela: que a Venezuela manda urânio ao Irã, que a Venezuela vai fazer uma bomba atômica. E os que têm bomba atômica? Por que não criticam os países que têm bomba atômica?”, questionou Chávez.
O presidente venezuelano propôs que os países que têm bombas atômicas as eliminem, apesar de reconhecer que o urânio é um mineral “estratégico” que tem outros usos além da fabricação de armas, como a geração de energia nuclear.
O ministro venezuelano de Ciência e Tecnologia, Jesse Chacón, confirmou no início deste mês que a Rússia dará apoio tecnológico à Venezuela no tratamento do urânio.
Chacón descartou qualquer possibilidade de dar uso militar ao urânio, que, afirmou, será empregado na geração de energia.