“Estão me propondo algo duro, algo que alguns países já têm. Não gosto da ideia, mas estou pensando com calma em derrubá-los”, disse a jornalistas ao falar sobre uma série de assuntos enquanto esperava o tenor espanhol Placido Domingo em seu gabinete.
Chávez revelou que os pilotos venezuelanos que ordenam a aterrissagem dessas aeronaves são ignorados e, inclusive, alvos de sabotagem.
“Saibam os narcotraficantes da Colômbia e os ianques que estou estudando o assunto com toda calma”, reiterou, ao comentar um recente relatório do Departamento de Estado americano segundo o qual Venezuela, Bolívia e Mianmar não declararam “de maneira demonstrável” seu respeito aos acordos internacionais contra as drogas nem tomaram medidas contra o problema.
“Seria preciso revisar bem as palavras desse relatório para determinar se efetivamente se trata de uma acusação por apoio ao narcotráfico”, disse Chávez.
“Até onde eu sei, o relatório não diz que são países que apoiam o narcotráfico; é um relatório longo, mas não seria estranho” que haja desconhecimento sobre conquistas na luta contra o tráfico de drogas na Venezuela, apontou o presidente.
“Todos os dias estamos fazendo grandes e pequenas apreensões”, destacou Chávez.
Mais cedo hoje, o ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, rejeitou e condenou o “cínico” relatório americano no qual a Venezuela entre os 20 maiores produtores de drogas ou plataformas para o narcotráfico no mundo.
“Rejeitamos e condenamos esse relatório que beira o imoral, é cínico e hipócrita”, afirmou Aissami em entrevista coletiva.
Para o ministro, a agência americana antidrogas (DEA, em inglês) “se tornou o principal cartel do narcotráfico que opera em território americano”.
Desde a saída da DEA da Venezuela, em 2005, “foram detidos e deportados mais de 30 chefões da droga e o número de apreensões triplicou”, segundo Aissami.