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Mundo

Chávez diz que pensa em ordenar derrubada de aviões do tráfico de drogas

Arquivo Geral

17/09/2009 0h00


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que está pensando “com calma” se dá ordens para que as forças militares de seu país derrubem os aviões do tráfico de drogas que utilizam o espaço aéreo venezuelano, algo que admitiu ser “duro”.

“Estão me propondo algo duro, algo que alguns países já têm. Não gosto da ideia, mas estou pensando com calma em derrubá-los”, disse a jornalistas ao falar sobre uma série de assuntos enquanto esperava o tenor espanhol Placido Domingo em seu gabinete.

Chávez revelou que os pilotos venezuelanos que ordenam a aterrissagem dessas aeronaves são ignorados e, inclusive, alvos de sabotagem.

“Saibam os narcotraficantes da Colômbia e os ianques que estou estudando o assunto com toda calma”, reiterou, ao comentar um recente relatório do Departamento de Estado americano segundo o qual Venezuela, Bolívia e Mianmar não declararam “de maneira demonstrável” seu respeito aos acordos internacionais contra as drogas nem tomaram medidas contra o problema.

“Seria preciso revisar bem as palavras desse relatório para determinar se efetivamente se trata de uma acusação por apoio ao narcotráfico”, disse Chávez.

“Até onde eu sei, o relatório não diz que são países que apoiam o narcotráfico; é um relatório longo, mas não seria estranho” que haja desconhecimento sobre conquistas na luta contra o tráfico de drogas na Venezuela, apontou o presidente.

“Todos os dias estamos fazendo grandes e pequenas apreensões”, destacou Chávez.

Mais cedo hoje, o ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, rejeitou e condenou o “cínico” relatório americano no qual a Venezuela entre os 20 maiores produtores de drogas ou plataformas para o narcotráfico no mundo.

“Rejeitamos e condenamos esse relatório que beira o imoral, é cínico e hipócrita”, afirmou Aissami em entrevista coletiva.

Para o ministro, a agência americana antidrogas (DEA, em inglês) “se tornou o principal cartel do narcotráfico que opera em território americano”.

Desde a saída da DEA da Venezuela, em 2005, “foram detidos e deportados mais de 30 chefões da droga e o número de apreensões triplicou”, segundo Aissami.

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