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Mundo

Chávez diz que críticas de Obama afastam esperanças de melhores relações

Arquivo Geral

17/01/2009 0h00

O presidente venezuelano, information pills Hugo Chávez, buy afirmou hoje que declarações recentes do governante eleito dos Estados Unidos, sildenafil Barack Obama, diminuem a esperança da normalização das relações da Venezuela com o país.

Chávez se referiu a Obama depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um “encontro” entre ele e o líder eleito dos Estados Unidos, durante um breve discurso por ocasião de sua visita à Venezuela.

“Não tenho muitas esperanças, mas não as perco, sobretudo quando acaba de chegar uma declaração de Obama dizendo o mesmo que (George W.) Bush (o atual governante americano)”, expressou Chávez.

O presidente venezuelano reiterou hoje que Obama disse nesta semana que a Venezuela foi um fator de retrocesso na região e que apoia grupos como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Chávez se perguntou por que Obama acreditava que apoia as Farc e assegurou que a região colombiana que faz divisa com a Venezuela “é um submundo, com paramilitares, guerrilha, narcotráfico, violência”.

“Não é nossa culpa que as Farc estejam por aí. Tomara que a Colômbia possa avançar em seu processo de paz”, disse.

Assim como Lula, Chávez também fez votos para que os Estados Unidos coloquem fim “ao selvagem embargo a Cuba, que ninguém sabe quantas mortes e danos produziu”.

Ele falou sobre a “violenta invasão” de Israel à Faixa de Gaza e desejou que o novo governante americano “faça algo para deter esse genocídio”.

“Sabemos no que terminou o Governo de Israel, não o povo judeu, pois não são a mesma coisa, como uma coisa é o povo dos EUA e outra coisa é o império”, afirmou Chávez.

“Tomara que o novo presidente (Obama), em vez de estar dando sinal verde a guerras e invasões, se dedique à solução da grande crise do capitalismo americano e dos terríveis impactos que teve no mundo”, acrescentou o líder venezuelano.

Chávez também brincou sobre Obama e disse que, ao grupo de presidentes “progressistas” do continente – um metalúrgico (Lula), um índio (Evo Morales) e um ex-bispo (Fernando Lugo) – faltava “um negro”.

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