O presidente da Venezuela, diagnosis Hugo Chávez, assinou hoje em Pequim 12 acordos entre os Governos chinês e venezuelano, entre eles vários no setor do petróleo e outro que dobrará o fundo estratégico entre os dois países de US$ 6 bilhões para US$ 12 bilhões.
Os acordos foram assinados ao final da reunião de Chávez com o presidente da China, Hu Jintao, no Grande Palácio do Povo, em um encontro que se prolongou mais do que o inicialmente previsto na agenda.
No setor petrolífero se destacam vários tratados, entre eles um contrato de fornecimento de óleo combustível entre a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) e a PetroChina para produzir 500 mil barris diários.
Também foi firmado um acordo que prevê um estudo conjunto entre a petrolífera estatal venezuelana e a Sinopec para construir uma refinaria no Bloco Junin 8, na Venezuela e com capacidade de produzir até 300 mil barris diários.
Em maio, os dois Governos tinham acertado a construção de outra refinaria para o petróleo venezuelano na província de Cantão, no sul da China, e prevêem construir mais três.
No setor petroquímico, a PDVSA assinou outro acordo de cooperação com a Sinopec, líder chinesa no setor, enquanto firmou outro com a Heilongjiang Xiliang Grains and Oil Group para o desenvolvimento de solos agrícolas.
O fundo estratégico entre China e Venezuela dobra o estabelecido no ano passado pelos dois Governos (no qual o país asiático fornecia US$ 4 bilhões).
Trata-se do maior fundo concedido pela China a um único país desde 1949 e seu aumento foi acertado no memorando de entendimento assinado pelo Banco de Desenvolvimento da China, CNPC (a maior petrolífera chinesa) e a PDVSA.
Entre os outros acordos assinados destacam-se um tratado de ajuda legal mútua em matéria penal entre os dois países, um programa de intercâmbio educacional entre 2008 e 2010 e outros em matéria de telecomunicações, mineração e segurança econômica.