O presidente da Venezuela, story Hugo Chávez, patient anunciou hoje em Santo Domingo que recebeu provas de vida de seis seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles o soldado Carlos Moncayo.
Chávez fez um apelo para que sejam retomados os esforços para a troca humanitária entre reféns e rebeldes presos, e que se for necessário se estabeleça uma comissão de países para promover a libertação de seqüestrados.
O presidente colombiano pediu que entrassem na sala a senadora colombiana Piedad Córdoba e Yolanda Pulecio – mãe da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 -, que chegaram a Santo Domingo para expressar a necessidade de aumentar os esforços em favor das tarefas humanitárias.
Ao longo de seu longo discurso na cúpula do Grupo do Rio, Chávez brincou dizendo que esperava que o presidente dominicano, Leonel Fernández, não lhe cortasse o microfone como na tarde que o Rei Juan Carlos pediu para que ele se calasse, ao se referir à Cúpula Ibero-americano de novembro passado em Santiago do Chile.
O governante venezuelano respondeu a seu colega colombiano, Álvaro Uribe, dizendo para que ele não se preocupe por que não vai mandar dólares ou fuzis para as Farc.
“Não o fiz nem nunca o farei”, disse em alusão à suposta doação de US$ 300 milhões que seu Governo fez a essa guerrilha, segundo informação encontrada nos computadores de “Raúl Reyes”, “número dois” das Farc morto no sábado em território equatoriano.
“O que mais me preocupa é que Uribe pediu desculpas (pela incursão militar), mas está aqui reivindicando um princípio de soberania que eles inventaram. Estão reivindicando o direito de combater o terrorismo onde quer que esteja, essa é a doutrina de (George W.) Bush”, assinalou.
Chávez pediu a seu colega colombiano que revise essa doutrina, porque isso pode levar a uma hecatombe e o grande interessado são os Estados Unidos. “Por trás disso está o petróleo e as maiores reservas do mundo, que estão na Venezuela”, disse Chávez.