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Charles III pedirá garantias a empresas de IA em reunião na Escócia

O monarca britânico se reunirá com representantes das empresas Google DeepMind, Anthropic, OpenAI e Nvidia

Redação Jornal de Brasília

17/09/2026 7h04

Foto: Ben Stansall / AFP

Foto: Ben Stansall / AFP

O rei Charles III vai pedir, durante uma reunião nesta quinta-feira (17) na Escócia, aos principais expoentes da inteligência artificial (IA) que garantam que a tecnologia continue “a serviço da humanidade”, em meio a preocupações com seus riscos.

O monarca britânico se reunirá com representantes das empresas Google DeepMind, Anthropic, OpenAI e Nvidia. O objetivo do encontro será explorar de que maneira a IA pode beneficiar a sociedade.

“Aqueles que, em nosso mundo, valorizam nossa humanidade e seu componente moral essencial aguardam ansiosamente a garantia de que não perderemos o controle de nosso destino”, afirmará o rei aos executivos, segundo trechos de seu discurso divulgados pelo Palácio de Buckingham.

“A tarefa que lhes corresponde, portanto, não consiste apenas em fazer avançar a tecnologia, mas em garantir que ela continue firmemente a serviço da humanidade, das comunidades e da natureza”, insistirá.

O palácio não divulgou uma lista completa dos convidados para o encontro, que acontecerá na propriedade Dumfries House, sede, na zona rural escocesa, da organização beneficente de Charles III.

Diversas fontes mencionaram as presenças do presidente da DeepMind, Demis Hassabis, do CEO da Nvidia, Jensen Huang, e da diretora financeira da OpenAI (ChatGPT), Sarah Friar.

O ministro britânico para a Inteligência Artificial, Kanishka Narayan, e o presidente e diretor executivo da empresa americana especializada em computação quântica IonQ, Niccolo de Masi, também devem participar do encontro.

O monarca britânico, que não participará da reunião técnica, considera que o desenvolvimento da IA é “intrigante e profundamente preocupante”.

Charles III se dirigirá aos participantes no início e no final das reuniões para pedir que reflitam sobre como aproveitar a IA, colocando a “segurança” como eixo central e fomentando a cooperação internacional para que nenhum país fique para trás, indicou o palácio.

AFP

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