O Conselho de Chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reunirá na próxima semana em Quito, “atendendo o pedido do Governo da Venezuela”, para discutir a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia e para “fortalecer o diálogo e a paz na região”.
O presidente do Equador, Rafael Correa, que exerce a Presidência temporária da Unasul, delegou ao chanceler Ricardo Patiño a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho “frente à ruptura das relações entre Venezuela e Colômbia” e com o objetivo de “fortalecer o diálogo e a paz na região”.
A Chancelaria do Equador, país que exerce a Presidência temporária do organismo regional, confirmou a reunião extraordinária dos ministros na capital equatoriana, mas não precisou a data exata.
Desse modo, a Unasul atende o pedido do Governo da Venezuela, que ontem, por escrito, pediu ao Equador um encontro de autoridades do organismo para analisar a situação após a crise diplomática entre Caracas e Bogotá.
Venezuela rompeu nesta quinta-feira as relações diplomáticas com a Colômbia “diante da gravidade” do ocorrido em uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual se analisavam denúncias colombianas sobre a presença de guerrilheiros em território venezuelano, hipótese negada por Caracas.
O Governo equatoriano criticou o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, por ter convocado a reunião em Washington, onde a Colômbia expôs sua denúncia. Na visão de Quito, não foram realizadas as consultas necessárias aos países-membros da organização americana.
Além disso, o Equador acredita que Insulza demonstrou uma “absoluta incapacidade” para impedir a crise diplomática, apesar das advertências que, segundo Quito, foram feitas ao funcionário internacional para que adiasse a reunião.