O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, ambulance Serguei Lavrov, viagra buy anunciou hoje a iminente assinatura de um acordo de amizade, generic cooperação e assistência mútua em caso de agressão com a região separatista georgiana da Abkházia.
Também hoje, esse mesmo território negou acesso dos observadores da União Européia (UE) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) à região..
Depois de se reunir em Sukhumi, capital abkhazia, com o líder separatista, Serguei Bagapsh, Lavrov ressaltou que “esse acordo garante a segurança da Abkházia. A Rússia garante que não haverá mais guerra” nesse território.
O chanceler russo ressaltou que o acordo reforçará o “status legal” das tropas russas que serão, em breve, desdobradas em território abkhazo (3.800 soldados regulares), segundo informaram as agências russas.
O acordo de assistência em caso de agressão exterior que Moscou assinará com a Abkházia e também com a Ossétia do Sul são similares aos que a União Soviética assinava com os países-membros do Pacto de Varsóvia.
Segundo o próprio Lavrov, isto abre a possibilidade de que a Rússia utilize as infra-estruturas já existentes ou construa novas instalações militares no território dessas repúblicas separatistas.
Além disso, o ministro russo destacou que as duas partes também assinarão acordos sobre cooperação fronteiriça, financeira e de livre-comércio.
“A Rússia cooperará com a Abkházia em sua qualidade de Estado livre e independente. Pactuamos vários assuntos vinculados com a livre circulação de pessoas e a cidadania dupla, o que, em resumo, tornará a fronteira permeável, como entre os países da UE”, disse.
Lavrov, que chegou à Abkházia para finalizar a abertura da embaixada russa nessa região, antecipou que as candidaturas dos diplomatas já foram enviadas ao presidente russo, Dmitri Medvedev, e ao próprio Bagapsh para que ambos as analisem.
Por sua vez, o líder da Abkházia afirmou que a região “não tem a intenção de permitir o acesso dos observadores militares da UE e da OSCE”.
“Nós não criamos o problema, portanto os observadores devem ir ao território do qual proveio a ameaça para a paz”, destacou.
O dirigente separatista ressaltou que “no plano assinado por (o presidente russo Dmitri) Medvedev e (o chefe de Estado francês Nicolas) Sarkozy se diz que os observadores da UE devem se encontrar nas zonas de segurança, ou seja, em território da Geórgia” administrado por Tbilisi.
Além disso, Bagapsh advertiu de que, sob hipótese nenhuma, haverá um “retorno em massa” dos refugiados que tiveram que abandonar nos últimos anos a região devido ao conflito.
“A responsabilidade recai em (o presidente georgiano Mikhail) Saakashvili, que infringiu os anteriores acordos sobre refugiados”, ressaltou.
No entanto, destacou, “a Abkházia é um Estado multinacional no qual os direitos de todos os cidadãos estão garantidos pela Constituição”.
Tbilisi acolherá amanhã a primeira sessão do Conselho Organização do Tratado do Atlântico Norte-Geórgia, da qual participará o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, encontro no qual os países aliados defenderão a integridade territorial georgiana.