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Mundo

Chanceler equatoriana descarta reunião com ministro colombiano

Arquivo Geral

02/06/2008 0h00

 A ministra das Relações Exteriores do Equador, recipe María Isabel Salvador, descartou hoje na cidade colombiana de Medellín uma rápida reunião com o chanceler colombiano, Fernando Araújo, para solucionar a crise diplomática entre os dois países.

A titular equatoriana, que participa da 38ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual Araújo é anfitrião, afirmou aos jornalistas que, mas houve alguns avanços para retomar as relações com a Colômbia, interrompidas desde março, ainda é preciso avançar mais.

“Provavelmente mais à frente terá que haver uma reunião de chanceleres quando já houver decisões a tomar no mais alto nível, mas neste momento ainda não estamos prontos para isso”, expressou a chanceler equatoriana.

O Equador rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia em 3 de março por causa do bombardeio realizado dois dias antes por tropas colombianas a um acampamento ilegal das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

A chanceler assinalou que “houve avanços, sem dúvida, nas conversas que tivemos nestes meses em nível de vice-chanceleres e de comandantes militares, mas evidentemente não são todos os avanços que requerem para superar a situação”.

Ela lembrou que em 17 de março os chanceleres da OEA lhe deram um mandato a esse organismo para que exercesse seus bons ofícios na busca de uma solução ao problema colombo-equatoriano.

Também disse estar otimista com o relatório que apresentará amanhã o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, sobre as gestões para resolver a situação entre Colômbia e Equador.

“Esperamos receber o relatório do secretário-geral (…) que seu mandato seja renovado e poder continuar neste processo de diálogo e de conversa para encontrar as soluções definitivas ao problema”, indicou.

No entanto, confiou em que “esse mandato não se amplie demais e poder encontrar as soluções definitivas em um prazo relativamente curto”.

Salvador absteve-se de precisar em quanto tempo acredita que as relações serão retomadas.

“Esperamos que não passe deste ano. Seria sumamente grave que o tema continue aí, candente, vivo por um prazo mais longo. Não tem lógica”, disse.

A chanceler do Equador se referiu ao processo apresentado por seu país perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, argumentando prejuízos pelas fumigações aéreas com químicos feitas pela Colômbia contra as plantações ilícitas na zona fronteiriça colombo-equatoriana.

Explicou que o tribunal admitiu a ação e abriu um processo de onze meses no qual o Equador deverá sustentá-lo, ou apresentar sua memória, e a Colômbia terá um prazo para apresentar sua resposta.

“Basicamente dentro do procedimento da Corte se convoca as duas partes, uma vez que a demanda foi aceita, para ir fixando a agenda de trabalho”, assinalou.

A ministra ressaltou que “este é um dos fatos nos quais o Equador sofreu claramente uma afetação direta em seu meio ambiente, a sua população, a suas fontes de água, pelas fumigações feitas pela Colômbia em suas zonas de fronteira, ingressando inclusive com seus aviões em território equatoriano”.

“É uma conseqüência mais do conflito que afeta os países vizinhos”, destacou a chanceler.

Ela declarou também que sentiu apoio de outros Governos frente “à ação ilegal cometida pela Colômbia ao bombardear nosso território, violando assim nossa soberania territorial”.

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