Ele também reiterou sua rejeição às “campanhas” que tentam vincular o processo “democrático e pacífico” de seu país com essa guerrilha.
As Farc são “um fenômeno autóctone colombiano com 60 anos” de vida, e “Marulanda não precisou da Venezuela para ser Marulanda, nem as Farc precisaram da Venezuela para ser as Farc”, afirmou o ministro das Relações Exteriores.
Maduro respondeu assim ao que qualificou de “campanhas” que, através da “manipulação, tentam fazer uma aproximação” entre a “estratégia (das Farc) de tomada do poder pelas armas (…) e o processo democrático, pacífico” do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O titular da diplomacia de Caracas afirmou que a política da Venezuela em direção à Colômbia é de “respeito” e aponta para a “busca do resgate da confiança” mútua e o “aprofundamento da cooperação para felicidade de ambos os povos”.
A Venezuela tem uma política “muito clara” frente aos “grupos irregulares que sejam encontrados na fronteira com a Colômbia: repeli-los ou capturá-los e apresentá-los perante a lei venezuelana”, acrescentou Maduro durante discurso em um programa de opinião da televisão estatal.
Em suas declarações ao programa “Dando y Dando”, o chanceler não se referiu explicitamente à morte do fundador e líder máximo das Farc, anunciada pelo ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, em entrevista divulgada no sábado e confirmada domingo pela guerrilha.
Ele afirmou que “todos os contatos” que o Governo de Chávez teve com as Farc foram por “pedido” e com prévia “autorização” do Executivo colombiano no marco do processo de busca da paz no país vizinho.
O Governo de Caracas está “sempre à disposição para (colaborar) em qualquer processo de paz” na Colômbia, e tem a esperança de que “tomara” que nos próximos meses “poderia se abrir a possibilidade de novas libertações” de reféns, sustentou.