O ministro de Assuntos Exteriores da Tailândia, hospital Tej Bunnag, apresentou hoje sua renúncia em meio à crise política gerada pelos protestos que exigem a saída do primeiro-ministro Samak Sundaravej e de seu Governo.
Fontes oficiais disseram que Bunnag, diplomata veterano e procedente de uma das famílias tailandesas mais ligadas à Coroa, deixa o cargo, que assumiu em 27 de julho, por motivos pessoais.
Bunnag apresentou sua renúncia um dia após convocar os embaixadores credenciados na Tailândia para explicar a eles a declaração do estado de exceção em Bangcoc e os esforços para tentar resolver a crise.
A renúncia acontece após o diretor de Assuntos Políticos da Chancelaria, Poksak Nilubon, anunciar sua demissão no início da semana por considerar que, na atual situação política, tinha sérias dificuldades para desempenhar seu cargo.
A sede do Governo está há nove dias tomada por milhares de partidários da Aliança do Povo para a Democracia, cujos líderes insistiram hoje em condicionar a retirada do prédio à renúncia de Sundaravej.
O estado de exceção, que não inclui toque de recolher, permite ao Exército o emprego da força, dá poder aos militares de censurarem os meios de comunicação que “causem pânico” ou ponham em risco a segurança do Estado e proíbe as reuniões públicas de mais de cinco pessoas.
Sundaravej disse estar confiante de que o Exército encontrará um meio para dispersar os manifestantes.
Horas após a entrada em vigor do estado de exceção, o chefe do Exército, general Anupong Paojinda, disse que a crise política será resolvida “por meios legais e democráticos” e prometeu moderação caso as tropas tenham que dispersar os manifestantes.
Apesar da crise política, a Bolsa de Valores de Bangcoc tem registrado leves quedas desde segunda, enquanto o Banco (central) da Tailândia afirma que a situação atual causará apenas um pequeno impacto negativo.
Também não causou efeito em Bangcoc nem no resto do país a greve de 24 horas convocada pela Confederação de Trabalhadores de Empresas Públicas, com 200 mil filiados e que ameaçou paralisar o transporte público e os serviços postais e de fornecimento de energia elétrica e água, em apoio aos manifestantes.