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Cepeda e De la Espriella aceitam debater antes do 2º turno das eleições na Colômbia

Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella trocaram desafios públicos após o primeiro turno e sinalizaram participação em debate decisivo para a disputa marcada para 21 de junho

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 13h28

Foto: Luis Acosta; Raul Arboleda/AFP

Foto: Luis Acosta; Raul Arboleda/AFP

Os candidatos à presidência Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella concordaram, nesta segunda-feira (1º), em debater antes do segundo turno das eleições na Colômbia, marcado para 21 de junho, que promete ser uma disputa acirrada.

O candidato de extrema direita, De la Espriella, se impôs no primeiro turno no domingo com 43% dos votos, à frente do senador de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Petro, que obteve 40,9%.

“Desafio o candidato Abelardo de la Espriella para um debate político e eleitoral”, declarou Cepeda, de 63 anos, nesta segunda-feira, exigindo “condições para a sua realização”, sem especificar quais seriam.

“Agora você vai debater, seu covarde? Você se escondeu enquanto seu chefe fazia campanha para você, e vocês fracassaram”, respondeu o candidato de extrema direita, um advogado de 47 anos, referindo-se a Petro, e pediu à imprensa que “marcasse uma data e horário” para o debate.

Cepeda recusou-se a participar dos debates realizados durante o primeiro turno da campanha, para evitar, segundo explicou, insultos pessoais e a “cultura do espetáculo” que envolve a política.

De la Espriella participou de alguns debates, mas faltou aos principais, argumentando que não participaria sem Cepeda, o então favorito em todas as pesquisas.

Os candidatos terão que lutar por cada voto nas próximas três semanas.

“Primeiro, reconheça o resultado da eleição e depois debateremos”, acrescentou De la Espriella.

Cepeda questionou a precisão dos resultados preliminares no domingo e disse que esperaria a contagem oficial nos próximos dias para se pronunciar.

A campanha eleitoral na Colômbia acontece em meio à polarização e à pior onda de violência da última década.

AFP

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