Centenas de pessoas se manifestaram nesta quarta-feira em Amã e na cidade de Irbid para pedir reformas políticas e a renúncia do novo Governo, nomeado na semana passada, disseram testemunhas à Agência Efe.
Em Irbid, 80 quilômetros ao norte de Amã, centenas de ativistas, sindicatos e membros da oposição se manifestaram para pedir a renúncia do Executivo, a dissolução da câmara baixa do Parlamento, escolhida nas eleições legislativas de 9 de novembro, e o julgamento dos corruptos.
Por outro lado, na capital, dezenas de ativistas opositores realizaram um protesto para pedir a anulação das emendas introduzidas à Constituição de 1952, como parte das reformas políticas solicitadas pela oposição.
“Estamos aqui para pedir a restauração da Constituição de 1952, que deveria representar o começo de uma nova era de reformas”, disse à Efe Mohammed Sunaid, um dos líderes da manifestação.
A Constituição promulgada em 1952 é considerada na Jordânia como um marco rumo à democracia na história do reino hachemita, ao estar de acordo com as constituições de países democráticos.
As revoltas populares na Jordânia, inspiradas nas de Egito e Tunísia, causaram há duas semanas a renúncia do Governo do primeiro-ministro Samir Rifai, que foi substituído por Marouf Bakhit, a quem o rei Abdullah II encarregou de realizar “reformas políticas e econômicas reais”.