A Comissão Européia (CE) pediu hoje à Rússia que pare imediatamente “toda atividade militar” em território georgiano e destacou seu apoio aos esforços diplomáticos para obter uma solução ao conflito, buy sobre a base do “respeito absoluto à soberania da Geórgia e à sua integridade territorial”.
O Executivo da União Européia (UE) reiterou hoje, através de uma porta-voz, o apelo ao fim das hostilidades e o retorno à mesa de negociação.
A Comissão assegurou ainda que os últimos fatos, concretamente os ataques das tropas russas a território georgiano, “mudam a dimensão do conflito”.
“Consideramos a Rússia responsável pela entrada de suas tropas em território georgiano”, assinalou a porta-voz Krisztina Nagy, que reiterou que a CE apóia “todos os esforços diplomáticos para resolver a atual crise no total respeito à integridade territorial e à soberania da Geórgia”.
“Apoiamos plenamente a Presidência da UE em sua tentativa de conseguir um cessar-fogo”, acrescentou.
O Executivo do bloco europeu está “extremamente preocupado com a violência contínua” e com o “sofrimento dos civis”, disse Nagy.
A CE estima que o conflito tenha deslocado cerca de 30 mil pessoas à Ossétia do Norte e a outras seis mil em direção à capital georgiana, Tbilisi.
Segundo os cálculos mais pessimistas, nos próximos dias poderiam chegar a outras zonas da Geórgia mais de dez mil refugiados procedentes da Ossétia do Sul, explicou o porta-voz de Ajuda Humanitária, John Clancy.
A União Européia já forneceu uma ajuda inicial de 1 milhão de euros para satisfazer às necessidades mais urgentes da população e pode ampliar o valor assim que terminar a análise da situação que os analistas estão realizando no terreno.
Por enquanto, as partes em conflito estão permitindo a entrada de ajuda humanitária à zona, explicou Clancy, que confiou em que se mantenham estes corredores para assistir as vítimas.
Sobre a resposta ao conflito na Ossétia do Sul além da assistência humanitária, os porta-vozes pediram para esperar o encontro que, na quarta-feira, realizarão os ministros de Exteriores da UE para analisar a situação e tentar fixar uma postura do bloco, uma reunião da qual também participará a CE.