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Mundo

CE pede à Rússia que interrompa ataques em território georgiano

Arquivo Geral

11/08/2008 0h00

A Comissão Européia (CE) pediu hoje à Rússia que pare imediatamente “toda atividade militar” em território georgiano e destacou seu apoio aos esforços diplomáticos para obter uma solução ao conflito, buy sobre a base do “respeito absoluto à soberania da Geórgia e à sua integridade territorial”.


O Executivo da União Européia (UE) reiterou hoje, através de uma porta-voz, o apelo ao fim das hostilidades e o retorno à mesa de negociação.


A Comissão assegurou ainda que os últimos fatos, concretamente os ataques das tropas russas a território georgiano, “mudam a dimensão do conflito”.


“Consideramos a Rússia responsável pela entrada de suas tropas em território georgiano”, assinalou a porta-voz Krisztina Nagy, que reiterou que a CE apóia “todos os esforços diplomáticos para resolver a atual crise no total respeito à integridade territorial e à soberania da Geórgia”.


“Apoiamos plenamente a Presidência da UE em sua tentativa de conseguir um cessar-fogo”, acrescentou.


O Executivo do bloco europeu está “extremamente preocupado com a violência contínua” e com o “sofrimento dos civis”, disse Nagy.


A CE estima que o conflito tenha deslocado cerca de 30 mil pessoas à Ossétia do Norte e a outras seis mil em direção à capital georgiana, Tbilisi.


Segundo os cálculos mais pessimistas, nos próximos dias poderiam chegar a outras zonas da Geórgia mais de dez mil refugiados procedentes da Ossétia do Sul, explicou o porta-voz de Ajuda Humanitária, John Clancy.


A União Européia já forneceu uma ajuda inicial de 1 milhão de euros para satisfazer às necessidades mais urgentes da população e pode ampliar o valor assim que terminar a análise da situação que os analistas estão realizando no terreno.


Por enquanto, as partes em conflito estão permitindo a entrada de ajuda humanitária à zona, explicou Clancy, que confiou em que se mantenham estes corredores para assistir as vítimas.


Sobre a resposta ao conflito na Ossétia do Sul além da assistência humanitária, os porta-vozes pediram para esperar o encontro que, na quarta-feira, realizarão os ministros de Exteriores da UE para analisar a situação e tentar fixar uma postura do bloco, uma reunião da qual também participará a CE.

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