O comissário europeu de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, pharmacy Louis Michel, buy information pills anunciou hoje que a Comissão Européia (CE, find o órgão executivo da UE) destinará uma ajuda de 117,25 milhões de euros para atenuar o impacto dos preços dos alimentos e sua escassez nas populações “mais vulneráveis do mundo”.
Durante um debate no Parlamento Europeu (PE), Michel disse que o objetivo da doação é “amortecer a curto prazo” a crise no fornecimento de alimentos, que tem gerado problemas especialmente nos países mais pobres. Porém, reconheceu que essa atuação não é o suficiente.
Do total da ajuda, 57,25 milhões de euros serão retirados do orçamento da Comissão Européia e os 60 milhões de euros restantes virão de um fundo novo.
Os 117,25 milhões anunciados por Michel elevarão o orçamento atual para ajuda humanitária em 2008 para 283,25 milhões de euros.
De toda forma, Michel advertiu que outras medidas a longo prazo precisam ser tomadas e admitiu que os resultados dessa iniciativa poderão demorar até 24 meses para serem vistos.
O comissário destacou que a alta “brutal” dos preços dos alimentos precisa de uma resposta “mundial”.
Michel defendeu uma “revolução verde” na África e o aumento da capacidade de produção agrícola dos países mais pobres.
O funcionário da CE disse que os preços dos cereais dobraram ou até triplicaram e que essa situação é “insuportável” para muitas economias, referindo-se a esse momento como um “tsunami humanitário”.
Como exemplo da desestabilização política que o desabastecimento de alimentos vem causando, Michel citou os conflitos ocorridos nas últimas semanas em países como Haiti, México, Marrocos, Senegal e Costa do Marfim.
Quanto à produção da UE, Michel fez referência a alguns pontos que poderiam frear o encarecimento dos alimentos, citando como possíveis medidas o fim do rodízio de terras obrigatório ou das cotas para o leite.
Entre os fatores que propiciaram a crise, o comissário enumerou o aumento da população e da demanda por alimentos em países como China, Índia e Brasil, que têm hoje um poder aquisitivo maior e cada vez consomem mais laticínios.
Sobre os biocombustíveis, Michel admitiu que é necessário buscar “idéias claras” que permitam que sua produção tenha cada vez menos repercussão nos preços dos alimentos.
O comissário enfatizou que a previsão é de que os preços continuem subindo nos próximos anos.