A conhecida paisagem de Nova York poderia mudar em um futuro se forem à frente algumas propostas do prefeito da cidade, sick Michael Bloomberg, more about incluindo a possibilidade de colocar turbinas eólicas em cima de arranha-céus e pontes.
Vários nova-iorquinos acordaram nesta quarta-feira e se depararam com capas de jornais que mostravam imagens alteradas do edifício do Empire State ou da ponte de Brooklyn com moinhos de vento que geram energia eólica.
A imaginação do “Daily News” e do “New York Post”, this site por exemplo, nos filmes fotográficos não se estendia, no entanto, às manchetes da primeira página, pois ambos os proclamavam “Windy City” (cidade ventosa) em grandes caracteres.
Mas esses e outros jornais não podem se queixar de que o prefeito milionário não dê chance para elaborar, freqüentemente, capas atraentes com as suas chamativas e, às vezes, pouco populares propostas.
Durante seu mandato, que começou em 2002, Bloomberg colocou ênfase especial em que os nova-iorquinos deixem de fumar, em dotá-los de melhores escolas e de diminuir até mais a criminalidade, com particular empenho em eliminar as armas ilegais das ruas.
E, nos últimos anos, se empenhou em que sua cidade seja a porta-bandeira dos Estados Unidos em combater a poluição, reduzir o consumo energético e aumentar o uso de energias limpas em edifícios e instalações municipais.
Bloomberg aproveitou uma reunião sobre energias limpas em Las Vegas para deixar bem claro que gerar mais energia renovável “é uma prioridade real” para Nova York e que sua administração está disposta a transformar a cidade “na número um do país” nesse terreno.
O prefeito anunciou na terça-feira que, durante o próximo mês, a Prefeitura estará aberta a receber propostas e idéias relacionadas com o uso de energia solar ou eólica, entre outras consideradas limpas.
“Queremos as melhores idéias para criar projetos em pequena e grande escala que beneficiem os nova-iorquinos”, disse Bloomberg, e acrescentou que alguns poderiam estar relacionados, por exemplo, com o aproveitamento das correntes dos rios East e Hudson, que rodeiam Manhattan.
Também poderiam ter relação com um maior uso de painéis solares em edifícios que, segundo Bloomberg, poderiam gerar ao redor de 20% da provisão elétrica da qual a cidade precisa.
“Ou talvez haja companhias que queiram pôr parques eólicos no alto de nossas pontes e arranha-céus, ou utilizar o enorme potencial dos poderosos ventos do oceano Atlântico, onde as turbinas podem gerar quase o dobro de energia que os parques em terra”, explicou o prefeito.
Bloomberg, após um passado democrata, se apresentou como candidato republicano à Prefeitura e depois se tornou independente.
Ele expressou desgosto com as propostas dos aspirantes presidenciais democrata, Barack Obama, e republicano, John McCain, sobre energia e com a falta de resposta do Governo a uma questão que, afirma, é primordial nos Estados Unidos.
Nova York e outras cidades do país começaram a aplicar já medidas que tendam a conservar energia, aumentar a produção e melhorar o abastecimento, à vista de como cresce a população residente e dos problemas associados a uma infra-estrutura velha.
Exemplo disso é o espetacular blecaute que ocorreu em Nova York em 14 de agosto de 2003 por causa de uma falha da rede no estado de Ohio, que se estendeu como a pólvora pelo nordeste dos EUA e Canadá e deixou sem eletricidade durante horas cerca de 50 milhões de pessoas.
Bloomberg manifestou em Las Vegas que a liberdade que há mais de um século simboliza a emblemática estátua situada frente a Manhattan “está minada pela dependência do petróleo estrangeiro”.
“Seria algo belo se, quando a Estátua da Liberdade olha ao horizonte, não só desse as boas-vindas a novos imigrantes, mas iluminasse seu caminho com uma tocha alimentada por um parque eólico no oceano”, afirmou.
Alguns veículos de comunicação ressaltaram hoje que iniciativas como as mencionadas pelo prefeito precisam de prazos grandes para se materializar e, em algumas ocasiões, geram rejeição popular. Eles lembram ainda que Bloomberg tem apenas um ano e meio de mandato.