Menu
Mundo

Catar diz que não é momento de cortes na produção da Opep

Arquivo Geral

08/09/2009 0h00


O Catar disse hoje que não é momento de cortes de produção na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), devido às incertezas econômicas, mas reconheceu que o nível das reservas petrolíferas é alto e as perspectivas da demanda aparecem “sombrias”.

Essas considerações foram feitas hoje a um grupo de jornalistas pelo ministro da Energia do emirado árabe, Abdullah Bin Hamad al-Attiyah, em sua chegada a Viena para participar amanhã da reunião da Opep.

“Não acho que agora seja o momento de cortar a produção. Achamos que a economia mundial está em meio a muitas incertezas e não queremos prejudicá-la. Temos que ser muito cautelosos”, disse o ministro catariano, que também é vice-primeiro-ministro de seu país.

O líder disse que a situação da demanda vai em correlação à economia, por isso qualificou o atual nível de consumo como “sombrio”, e lamentou o alto nível das reservas de petróleo acumuladas nos principais países consumidores.

Assim, Attiyah considerou que existem alguns sinais positivos na economia, mas a visão de conjunto continua sendo negativa.

Por isso, afirmou, a Opep continuará o desenvolvimento dos eventos com atenção nos próximos meses de inverno (hemisfério norte), nos quais tradicionalmente o consumo energético aumenta devido ao uso da calefação nas casas e a indústria do hemisfério norte.

“Parece-me que a especulação tem uma grande força. Na semana passada, o preço do petróleo estava a US$ 66 e hoje deu um grande salto de mais de US$ 3”, disse Attiyah.

Mesmo assim, considerou muito difícil combater essa atividade especulativa, mas reconheceu que, neste momento, há muitas discussões sobre como seria possível tornar mais transparente os mercados de futuros.

Outro assunto tratado pelo ministro foi a falta de apoio, que, segundo ele, a Opep recebe em seus esforços para estabilizar os mercados por parte de países produtores de petróleo alheios à organização, em uma clara alusão à Rússia, o principal concorrente da Opep, que nos últimos meses aumentou sua extração até mais de 10 milhões de barris diários.

“Estamos cansados do apoio de palavra, precisamos de apoio físico dos países não pertencentes à Opep”, afirmou o ministro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado