O Tribunal de Milão decidiu nesta quarta-feira adiar para 31 de maio a audiência do julgamento contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pelo caso Ruby, no qual ele é acusado de incitação à prostituição de menores e abuso de poder, por causa da ausência do governante.
O advogado de Berlusconi, Giorgio Perroni, assinalou que a ausência do político se dava por “motivos institucionais”, mas a corte não acolheu um legítimo impedimento para justificar que o líder não comparecesse ao tribunal. Por isso, o adiamento foi declarado “à revelia” do réu.
O primeiro-ministro enviou uma carta aos juízes por meio de seu advogado, expressando seu desejo de comparecer à corte e se desculpou pela ausência desta quarta-feira, quando tinha “compromissos institucionais”.
Também não compareceu ao tribunal a jovem marroquina Karima el Marough, conhecida como “Ruby Rouba-corações”, com quem Berlusconi é acusado de ter tido relações sexuais quando ela ainda era menor de idade. O premiê também é denunciado por ter usado seu poder para libertá-la da prisão, quando a jovem foi detida por roubo.