O presidente argentino, sales Néstor Kirchner, e sua esposa, Cristina Fernández, que o sucede, neste segunda-feira, no Governo da Argentina, convocaram “todos” os países a resolver a situação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada há quase seis anos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“O importante é encontrar um marco de convivência. Tenho certeza de que todos os países vão colaborar para encontrar uma solução para esta situação”, manifestou Néstor Kirchner durante o jantar com as delegações estrangeiras que assistirão nesta segunda-feira à posse de Cristina Fernández.
Néstor disse que ficou emocionado com “uma mãe que está sofrendo junto a sua família pelo seqüestro de sua filha, que é Ingrid Betancourt”, em alusão às palavras de Yolanda Pulecio no Palácio San Martín, em Buenos Aires.
“Brindo pela liberdade e para que as guerras não dominem o cenário”, enfatizou o líder argentino, em alusão à situação dos seqüestrados pelas Farc.
Cristina Fernández ratificou seu compromisso de contribuir “nesta cruzada pela vida e a liberdade”, como pediu ao Governo argentino o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
“Espero que todos os continentes possam contribuir para a libertação de Betancourt”, afirmou.
Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata presidencial da Colômbia, pediu em Buenos Aires “o apoio de todos os chefes de Estado presentes na Argentina para que se encontre uma maneira” de libertar sua filha.
Pulecio se reuniu em Buenos Aires com o chanceler argentino, Jorge Taiana, e com o primeiro-ministro francês, François Fillon, para discutir a situação de Betancourt, também de nacionalidade francesa.