Menu
Mundo

Casa Branca reitera compromisso com fechamento de Guantánamo

Arquivo Geral

05/04/2011 14h47

A Casa Branca reiterou nesta terça-feira seu compromisso com o fechamento da prisão na base militar de Guantánamo, em Cuba, um dia após anunciar que julgará no local os supostos responsáveis dos atentados de 11 de setembro de 2001.

 

“Permanecemos comprometidos com o fechamento de Guantánamo porque é algo que convém a nossos interesses de segurança nacional”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em declarações à imprensa.

 

O Departamento de Justiça anunciou na segunda-feira que uma comissão militar em Guantánamo se encarregará de julgar Khalid Sheikh Mohammed, o suposto “cérebro” dos atentados, e outros quatro supostos envolvidos nos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, Washington e Pensilvânia: Walid bin Attash, Ramzi bin al Shibh, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al Hawsawi.

 

O anúncio, feito no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou sua candidatura para a reeleição em 2012, representou um giro de 180 graus na política da Casa Branca, que inicialmente pretendia levar Mohammed a um tribunal civil.

 

Para o secretário de Justiça, Eric Holder, o único culpado desta mudança é o Congresso, visto que os republicanos insistiam para que os detidos de Guantánamo fossem julgados na prisão.

 

O fechamento da penitenciária foi a primeira promessa de Obama em sua chegada à Casa Branca e o presidente americano assegurou que a prisão seria fechada no prazo de um ano, uma compromisso que não pôde cumprir.

 

Em 7 de março, Obama decretou o restabelecimento das comissões militares para julgar os presos de Guantánamo. Estes tribunais marciais haviam sido suspensos quando o governante prometeu fechar a penitenciária.

 

Ao anunciar esta medida, a Casa Branca reiterou que continuava comprometida com o fechamento da prisão, que considera como “ferramenta de recrutamento” para a rede terrorista Al Qaeda e outros grupos radicais.

 

Atualmente há 172 presos na prisão, dos quais 35 podem comparecer a julgamento diante de tribunais federais ou das comissões militares.

 

A prisão de Guantánamo foi estabelecida durante o governo do presidente George W Bush (2001-2009), após o começo da guerra do Afeganistão, em 2001, para acolher presos suspeitos de terrorismo aos quais os EUA denominavam “combatentes inimigos”.

 

Para fechar a penitenciária, a administração de Obama havia enfrentado com uma série de obstáculos legais e de segurança, assim como a recusa de outros países em acolher estes presos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado