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Casa Branca reitera apoio a Bernanke, mas cresce oposição ao seu nome

Arquivo Geral

22/01/2010 0h00

A Casa Branca reiterou hoje o apoio ao presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, depois do anúncio de dois senadores democratas de não votar na sua permanência a frente do banco central americano.

O porta-voz da Presidência Bill Burton disse que o governante Barack Obama acredita que Bernanke terá novo mandato e seguirá coordenando o Federal Reserve após 31 de janeiro.

Obama, contou Burton, “tem grande confiança nas medidas tomadas por Bernanke e que ele é a melhor pessoa para o cargo”.

Para o presidente do Comitê de Bancos do Senado, Christopher Dodd, de Connecticut, a não confirmação de Bernanke “teria enormes reflexos” no mercado financeiro.

“A rejeição a sua designação enviaria uma mensagem ruim aos mercados”, acrescentou Dodd. “Não se trata da indicação de uma pessoa qualquer, mas do titular de banco central mais importante do mundo”.

O Senado poderia votar a confirmação de Bernanke na próxima semana, mas seu apoio entre os democratas se debilitou depois que hoje os senadores Russ Feingold, de Wisconsin, e Barbara Boxer, da Califórnia, anunciaram que dariam votos contrários.

Antes os senadores democratas Byron Dorgan, de Dakota do Norte, e Jeff Merkley, do Oregon, tinham indicado que votariam contra a confirmação, e o senador Bernie Sanders, um independente de Vermont que vota habitualmente com os democratas, liderou uma campanha contrária a confirmação de Bernanke.

“Bernanke teve um papel decisivo na política econômica do presidente (George W.) Bush que levou a atual crise econômica”, assinalou Boxer em uma declaração divulgada hoje.

Conforme Boxer, o presidente do Fed para o próximo período “deve representar uma ruptura clara com as políticas que falharam no passado”.

Bernanke goza, ainda, de maior apoio entre os democratas, mas necessitará do apoio de pelo menos alguns republicanos para sua confirmação.

Se o Senado não confirmar Bernanke antes de fim do mês, o vice-presidente da Federal Reserv, Donald Kohn, provavelmente ocupará o cargo interinamente.

Bernanke assumiu a Presidência do banco há quatro anos e durante sua gestão estourou a “bolha” do setor imobiliário e a economia entrou na maior recessão desde a Grande Depressão nos anos 1930.

Desde que começou a recessão em dezembro de 2007, Bernanke guiou o Fed por inúmeras intervenções nos mercados financeiros, com fornecimento de dinheiro mediante mecanismos que incluíram a aquisição de bônus do Tesouro, a compra de ativos depreciados, e as garantias a letras de câmbio comerciais.

Há pouco mais de um ano, o banco mantém a taxa básica de juros nos EUA abaixo de 0,25%, para estimular a atividade econômica.

Mas no Congresso se multiplicaram as críticas ao papel de Bernanke e do Fed na ajuda financeira aos grandes bancos e outras empresas afetadas pela especulação financeira.

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