A Casa Branca reivindicou nesta quarta-feira ao regime de Muammar Kadafi “atos e não palavras” após receber uma carta do líder líbio na qual pede o fim dos ataques da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a saída dos aviões de combate dos Estados Unidos da Líbia.
Em declarações concedidas à imprensa do avião presidencial Air Force One e a caminho da Filadélfia, onde o presidente Barack Obama irá proferir um discurso sobre política energética, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, indicou que não é o primeiro contato estabelecido pelo líder líbio.
Segundo Carney, a proclamação de um hipotético cessar-fogo dependerá “de atos, não de palavras” do regime, especialmente a cessação da violência contra o povo líbio e uma retirada das cidades em combate, como Misrata.
Estas condições, afirmou Carney, já foram estabelecidas por Obama quando anunciou sua decisão de iniciar os ataques aéreos contra as forças líbias, em 19 de março.
Segundo indicou a agência estatal líbia “Jana”, a carta indicava que os EUA se retiraram da “aliança cruzada, colonialista e hostil contra a Líbia”, em uma aparente alusão à transferência do controle das operações à Otan.
No mês passado, antes de começarem os ataques para impor uma zona de exclusão aérea na Líbia, Kadafi enviou uma primeira carta a Obama na qual o chamava de “filho” e “sua excelência” e pedia que não adotasse medidas contra seu país.