A Casa Branca buscará a imposição de sanções contra o Zimbábue na ONU mas também está disposta a adotá-las de forma unilateral, approved afirmou hoje sua porta-voz Dana Perino.
“Pressionaremos as Nações Unidas em favor de medidas firmes, mas também podemos atuar de forma unilateral”, afirmou Perino em sua entrevista coletiva diária.
As sanções, explicou, “podem chegar de muitas maneiras”.
“Evidentemente, (sanções) funcionam melhor quando muitas partes colaboram ao mesmo tempo, como ocorre conosco e a União Européia na hora de fazer com que o Irã abandone suas atividades para enriquecer urânio”, completou.
Dana afirmou ainda que os EUA querem “que o povo (do Zimbábue) possa se sentir seguro em seu próprio país e que suas vozes possam ser ouvidas”.
No último sábado, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que seu Governo imporá sanções contra o regime “ilegítimo” do presidente Robert Mugabe depois da “farsa” do segundo turno na sexta-feira anterior.
Diante do “flagrante desprezo” de Mugabe com relação à vontade popular, completou o comunicado, Bush deu instruções à secretária de Estado, Condoleezza Rice, e ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, para que estabeleçam sanções contra o regime do Zimbábue e aqueles que o apóiam.
O Governo dos EUA pressionará as Nações Unidas para que sejam impostas também sanções internacionais que incluam um embargo de armamento e a proibição de viagens ao exterior por parte de representantes do regime do Zimbábue, acrescentou Bush.
Uma minuta de resolução patrocinada pelos EUA na ONU e que circulou hoje pede a imposição de um embargo de armamento e o congelamento dos ativos de indivíduos e empresas zimbabuanas.
Os EUA já mantêm sanções contra 170 pessoas e entidades do país africano. As possíveis medidas endureceriam essas penalizações e as ampliariam ao Governo zimbabuano.