A Casa Branca criticou hoje as “graves irregularidades” detectadas nas eleições sudanesas neste fim de semana e lamentou que não terem sido dados os passos necessários para preveni-las.
Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, citou entre outros problemas “a limitação das liberdades e direitos políticos no processo eleitoral, intimidação e ameaças de violência no sul do Sudão, um conflito em Darfur que impediu um clima adequado para a realização de eleições e erros judiciais nos preparativos técnicos”.
Os Estados Unidos “lamentam que a Comissão Eleitoral sudanesa não tenha conseguido impedir esses problemas antes da votação”, declarou o porta-voz, que ressaltou que o pleito “não atendeu às normas internacionais”.
No entanto, ressalta que estas eleições representam “uma etapa essencial” no processo de paz para o Sudão.
O comunicado de Gibbs ocorre um dia depois que o presidente americano, Barack Obama, se reunisse na Casa Branca com seu enviado especial para o Sudão, Scott Gration.
O pleito deste fim de semana foi o primeiro em 24 anos a ser realizado na concorrência de múltiplos partidos no Sudão.