A Casa Branca insistiu hoje que o Senado precisa aprovar a proposta de lei de reforma no sistema de saúde, apesar das críticas dos republicanos e dos liberais.
O Senado deve retomar hoje o debate sobre o projeto. Ontem, o líder da maioria democrata na Casa, Harry Reid, apresentou sua proposta definitiva, fruto de uma série de longas negociações para garantir os 60 votos necessários para a aprovação da reforma.
Em declarações ao canal “NBC”, o principal assessor político da Casa Branca, David Axelrod, declarou que a medida, do jeito que está, representa um compromisso e, como tal, não é perfeita, mas simboliza um grande passo adiante.
“Está a anos luz de como estávamos até agora”, declarou Axelrod, para quem a medida “não é perfeita, mas com o tempo poderá melhorar”.
O assessor político do presidente Barack Obama previu que, graças a esse compromisso, a medida deverá ser aprovada.
“Acho que vamos poder consegui-lo”, afirmou o alto funcionário, que frisou que “o Congresso vai aprová-lo”.
Em sentido similar se pronunciou o vice-presidente do país, Joseph Biden, em artigo publicado hoje no diário “The New York Times”.
De acordo com Biden, a proposta “não é só uma boa medida, é uma medida muito boa”.
O senador democrata Ben Nelson anunciou no sábado que daria apoio ao projeto, com o que seu partido conseguiu os 60 votos necessários para garantir a aprovação na Casa, que tem 100 membros.
O objetivo dos democratas é aprovar a medida antes do natal, o que poderia supor uma votação durante a própria noite de 24 de dezembro.
A versão definitiva da medida proposta pelos democratas eliminou a criação de uma opção pública, um seguro de saúde público que concorreria com o setor privado.
Em seu lugar, será permitido às seguradoras privadas que ofereçam planos de cobertura no país inteiro, em vez de ficarem submetidas às regras de cada estado em particular.