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Mundo

Casa Branca eleva pressão sobre o Irã com sanções a órgãos militares

Arquivo Geral

25/10/2007 0h00

Os Estados Unidos aumentaram hoje seu grau de pressão contra Teerã ao anunciar novas sanções contra órgãos militares do Irã, nurse em especial a Guarda Revolucionária, dosage força próxima ao presidente do país asiático, Mahmoud Ahmadinejad.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciaram hoje em Washington as sanções contra o Ministério da Defesa iraniano, a Guarda Revolucionária, a força Quds e empresas e entidades financeiras relacionadas com esses grupos.

Rice afirmou que muitas das políticas mais desestabilizadoras do regime iraniano “são promovidas por esses dois órgãos, a Guarda Revolucionária e a força Quds”.

A secretária de Estado acrescentou que a Guarda Revolucionária está facilitando a proliferação de armamento enquanto a força Quds está apoiando atividades terroristas no Oriente Médio e no Afeganistão.

Essas sanções, as mais severas impostas por Washington desde a crise dos reféns americanos em 1979, afetarão mais de 20 entidades e impedirão a realização de transações por meio do sistema financeiro americano. A decisão também supõe congelamento de qualquer ativo que tais entidades possuam nos EUA.

As medidas contra os órgãos militares iranianos afetam três bancos estatais: o Bank Melli, o Bank Mellat e o Bank Saderat Iran (BSI). Rice vinculou este último com o financiamento de atividades terroristas. Além disso, afirmou que as sanções foram projetadas para “enfrentar o comportamento ameaçador dos iranianos”.

O secretário Paulson justificou, por sua vez, as sanções como forma de frear atividades iranianas com relação a armas nucleares.”A capacidade do regime iraniano de desenvolver programas nucleares e mísseis balísticos, desafiando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, depende de seu acesso a sistemas internacionais de comércio e financiamento”, afirmou.


O chefe do Tesouro americano avaliou em “centenas de milhões de dólares” os fundos que o Irã canaliza anualmente para financiar “atividades terroristas”.

“O Irã envia a terroristas centenas de milhões de dólares anualmente por meio do sistema internacional. Os bancos iranianos ajudam nesse processo utilizando uma série de práticas financeiras enganosas com a intenção de evadir os controles mais rigorosos”, completou Paulson.

Em 25 de setembro último a Câmara de Representantes dos EUA aprovou um endurecimento das sanções contra o Irã, em sinal de repúdio ao presidente Ahmadinejad, enquanto este se encontrava em Nova York para participar da Assembléia Geral das Nações Unidas e de outras atividades públicas e privadas.

Com 397 votos a favor e 16 contra, os congressistas americanos aprovaram uma proposta que tem como objetivo bloquear investimentos estrangeiros no Irã, especialmente no setor energético.

O Senado americano também está considerando uma proposta para declarar a Guarda Revolucionária uma organização terrorista.

O regime iraniano condenou essas iniciativas por considerar que prejudicam um possível diálogo entre os dois países, cujas relações diplomáticas estão suspensas desde a Revolução Islâmica de 1979 que derrubou o xá da Pérsia, então principal aliado de Washington na região.


Em 26 de setembro último, um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Mohamad Ali Hosseini, afirmou que a classificação da Guarda Revolucionária como organização terrorista “prejudica o estabelecimento da paz e da segurança no mundo”.

Três dias depois, o Parlamento iraniano qualificou o Exército americano e a CIA  como “terroristas”.

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