A Casa Branca informou hoje que foram detectados pontos de vazamento na parte superior do topo do poço de petróleo do Golfo do México do qual sai petróleo desde o final de abril.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, os testes feitos na estrutura de contenção colocada sobre o poço acusaram três aspectos que exigem “especial atenção”.
Um deles é um ponto de vazamento “a três quilômetros da cabeça do poço”.
Além disso, foram observadas “bolhas” de natureza ainda desconhecida na saída da estrutura de contenção. A BP, companhia responsável pelo vazamento, disse que pode ser nitrogênio, o que seria “comum”, e não de gás natural, como ocorreria no caso de um vazamento.
Além disso, relatou Gibbs, foram detectadas “fugas na parte superior do poço”.
“Tudo isto requer uma atenção particular”, acrescentou o porta-voz, ao acrescentar que um navio da Agência Americana para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA) detectou outras “anomalias” que ainda passarão por avaliação.
O Governo dos Estados Unidos permitiu hoje que a BP mantivesse o poço selado apesar de detectar o vazamento a três quilômetros, o que poderia indicar que a estrutura interna está danificada.
“Autorizo a BP a continuar o teste de integridade durante outras 24 horas”, afirmou em comunicado o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que dirige a resposta do Governo ao derramamento.
A principal preocupação da Casa Branca é que a estrutura subterrânea do poço esteja danificada e que o petróleo passe pelas rochas e acabe penetrando em múltiplos pontos do solo marinho.